09 de maio de 2007
FRANCISCO CAMPOS PERMANECE
NO MINISTÉRIO DA SAÚDE
Foto: Marcus Vinicius dos Santos- ACS-FM
Em solenidade realizada em Brasília, no dia 3, o ministro da saúde, José Gomes Temporão, apresentou o professor Francisco Eduardo de Campos, do Departamento de Medicina Preventiva e Social, como dirigente da Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde – SGETS. Na ocasião, foi empossada também toda a equipe do primeiro escalão do Ministério.
Francisco Campos é coordenador do Núcleo de Estudos em Saúde Coletiva da Faculdade de Medicina da UFMG, Nescon, e está à frente da SGTES desde julho de 2005. O objetivo principal de aceitar permanecer no cargo, segundo ele, é levar à frente a proposta de aprimorar as ações que visam aliar educação e gestão do trabalho em saúde.
“Na área do desenvolvimento de recursos humanos em saúde o Brasil tem a proposta mais avançada em todo o mundo”, considera, destacando ainda que a experiência é modelo para vários outros países. Para a atual gestão, o secretário promete consolidar políticas que priorizem ações de formação e gestão em recursos humanos em saúde e induzam processos de transformação da educação superior. Além disso, pretende fortalecer parcerias com instituições acadêmicas.
Breve currículo
Médico sanitarista, mineiro, Campos possui uma longa trajetória na área de recursos humanos em saúde e na formação e desenvolvimento de profissionais de saúde, tendo atuado no Brasil e no exterior.
Com trabalho intimamente relacionado ao desenvolvimento do Departamento de Medicina Preventiva e Social da Faculdade de Medicina da UFMG, foi coordenador e um dos criadores do Internato Rural da UFMG, hoje Internato em Saúde coletiva, assim como também coordenou a residência em Medicina Social.
Em 1985, há 22 anos portanto, foi o primeiro a dirigir a recém-criada Secretaria de Recursos Humanos do Ministério da Saúde no período democrático. |
No campo da educação, o objetivo é aproximar as universidades das necessidades reais da população usuária do Sistema Único de Saúde, por meio da formação e capacitação dos profissionais. Na área da gestão do trabalho, Campos atenta para a saúde do profissional e para a precarização de vínculos de trabalho. “O setor de saúde no Brasil, hoje, é o mais dinâmico da economia. Em termos de postos de trabalho, o Programa de Saúde da Família emprega mais gente do que a construção civil, mas há precarização das condições de trabalho. E é preciso reverter esse quadro”, alerta, dizendo haver registros de contratos verbais.
Dentre os projetos desenvolvidos por iniciativas do Ministério e intermédio da SGTES, Francisco Campos destaca o Telessaúde, a Rede MAES (Rede Multicêntrica de Apoio à Especialização em Saúde da Família em grandes municípios) e o Pró-Saúde, que envolve estudantes de Enfermagem, Medicina e Odontologia. Todos, projetos voltados para a melhoria da estratégia de Saúde da Família no País.
Assessoria de Comunicação Social da Faculdade de Medicina da UFMG
Redação: Zirlene Lemos - Jornalista
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