18 de maio de 2007
CONGRESSO MINEIRO DE HISTÓRIA DA MEDICINA TEM TRABALHOS DA UFMG
Pesquisador do Centro de Memória fala sobre loucura
Cedê Silva

Cléber Cabral estuda a loucura
Uma história do pensamento pode ser feita através de seu limite: a loucura. Esta é a premissa de O louco, a loucura e a desrazão: literatura e loucura como figuras epistemológicas e linhas de subjetivação, tema livre a ser apresentado no 4° Congresso Mineiro de História da Medicina, que acontece em Itajubá de 24 a 26 de maio.
O autor do tema livre é Cleber Cabral, pesquisador do Centro de Memória da Medicina de Minas Gerais (Cememor), estudante de Letras, e ex-aluno da Medicina. A partir de leituras de autores como Michel Foucault, ele analisa imagens de loucos como retratadas na literatura – em obras de Édipo, Guimarães Rosa, Erasmo de Roterdam e Cervantes, por exemplo – e a partir daí compreender como era a racionalidade de cada época. “Cada visão da loucura está embasada em valorações”, conta ele. É possível então tirar conclusões sobre o sistema de valores de cada época a partir do que era considerado anormal ou ilegítimo.
O professor aposentado João Amílcar Salgado, também pesquisador do Centro de Memória, vai apresentar cinco trabalhos no Congresso, sobre temas como tráfico de órgãos, doença de Chagas, e a escolha do orador da turma de Juscelino Kubtschek.
Leia uma entrevista com ele.
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Redação: Cedê Silva – Estudante de Jornalismo
Assessoria de Comunicação Social da Faculdade de Medicina da UFMG
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