24 de maio de 2007
MOYSÉS SZKLO PARTICIPA DE LANÇAMENTO DO ELSA EM MINAS GERAIS
Bloomberg School of Public Health
“Prevenção de doenças cardiovasculares: Importância de Estudos de Coorte” é o título da conferência que marca o lançamento do Estudo Longitudinal de Saúde do Adulto (Elsa) em Minas Gerais e que será proferida, em português, pelo médico Moysés Szklo, no dia 31 de maio, quinta-feira, às 17h30, na sala 22 (antiga 2034) da Faculdade de Medicina.
Szklo, é professor titular do Departamento de Epidemiologia da Escola de Saúde Pública da Universidade Johns Hopkins, autor de mais de 180 artigos científicos na área de Saúde Pública, editor-chefe do American Journal of Epidemiology, consultor internacional e membro do Comitê Diretivo do Estudo.
Na seqüência do evento: cultura. A cargo do professor Luiz Otávio Savassi Rocha, do Departamento de Clínica Médica, ele fala sobre o ex-aluno da UFMG "Guimarães Rosa: o médico e o escritor", um dos maiores estudiosos do assunto.
O Elsa
Parceria entre UFMG, Fiocruz/Uerj, UFBA, UFES, UFRGS e USP, com financiamento da Finep ( MCT) e do Departamento de Ciência e Tecnologia (Decit/Ministério da Saúde), o Elsa prevê o acompanhamento, a partir do ano que vem, de um total de 15 mil servidores das instituições envolvidas, durante um longo período (por isso, estudo longitudinal ou de coorte). Somente na UFMG espera-se acompanhar cerca de 3 mil servidores.
Com duração mínima de dez anos, serão realizadas, periodicamente, entrevistas, aferição da pressão arterial e avaliação antropométrica, além de eletrocardiograma, exames laboratoriais e de imagem em todos os participantes.
De acordo com a professora Sandhi Maria Barreto, do Departamento de Medicina Preventiva e Social, coordenadora do estudo em Minas Gerais, na América Latina não existe outro estudo sobre o assunto que reúna tão grande número de voluntários e desenvolvido em tão longo período. “Ele representa o pioneirismo e o avanço da pesquisa em saúde no País”, avalia.
As informações obtidas permitirão identificar, ao longo do tempo, fatores que possam prever a ocorrência de doenças cardiovasculares e diabetes na população brasileira, tais como aspectos da vida cotidiana ou marcadores biológicos que contribuam para seu surgimento.
Segundo a professora Valéria Passos, vice-coordenadora do Elsa em Minas, o Brasil é carente de estudos de coorte, que busquem identificar os fatores de risco que influenciam no aparecimento de doenças na população brasileira no longo prazo. Avaliando que os voluntários do estudo terão a oportunidade de contribuir para o avanço da saúde pública no Brasil, ela chama a atenção ainda para o fato de que, atualmente, as informações utilizadas são referentes às populações americana e européia, “que possuem características culturais, sociais e genéticas diferentes das do povo brasileiro”, destaca.
“Os resultados do estudo vão contribuir também para o desenvolvimento de novas tecnologias para prevenção e diagnóstico das doenças estudadas - e possivelmente outras correlatas, assim como terão papel importante para o desenvolvimento de políticas públicas de saúde na área de doenças crônicas”, esclarece o epidemiologista Roberto Marini Ladeira, diretor do Projeto.
Para garantir rigor e padrão metodológico t odos os centros de investigação do Elsa irão aplicar critérios padronizados. A leitura e interpretação de cada tipo de exame, por exemplo, serão centralizados em uma das instituições participantes. Na UFMG funcionará o Centro Nacional de Leitura de Eletrocardiogramas, coordenado pelo cardiologista Antônio Luiz Pinho Ribeiro, vice-diretor do Hospital das Clínicas e professor da Faculdade de Medicina. Colaboradores de várias áreas e unidades da UFMG integram a iniciativa, que tem também a expectativa de contribuir para a formação de recursos humanos na área de doenças crônicas
Redação: Mariana Pires & Cedê Silva – Estudantes de Jornalismo
Assessoria de Comunicação Social da Faculdade de Medicina da UFMG
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