20 de dezembro de 2006
PRIMEIRA CANTATA DO CAMPUS SAÚDE EMOCIONA E SURPREENDE PELA ORGANIZAÇÃO
Aproximadamente 400 pessoas assistiram ontem, dia 19, à primeira Cantata de Natal do campus Saúde, encerrando as atividades do programa Saúde & Cultura em 2006. Realizada no Salão Nobre da Faculdade de Medicina, decorado com motivos natalinos e iluminação cênica especial, a Cantata reuniu cinco corais mineiros que deram um show, literalmente.
O coral Canarinhos de Itabirito abriu as apresentações. As vozes das crianças e adolescentes emocionaram com repertório que incluiu de Happy Xmas, de John Lennon, a Canção de Natal, do Pe. Francisco Xavier. O regente foi Guilherme Oliveira, 21 anos, aluno do curso de Música na UFOP, que substituiu o regente titular.
Para Filipe Nolasco, 17 anos, há sete cantando no grupo, a experiência e o exemplo de colegas, como Guilherme, influenciaram em sua decisão por prestar vestibular para Música em 2007 e a se profissionalizar. Filipe conta que nessa época do ano o grupo chega a se apresentar seis vezes por semana, o que ele atribui ao fato de os corais representarem um símbolo de Natal para a sociedade. Os coralistas agradeceram à organização da Cantata pela oportunidade.
Arte Nova
“Este tipo de evento é muito importante para a formação cultural da sociedade”, avalia Rafael Grimaldi, regente do coral Ars Nova desde 2003, justificando sua avaliação da necessidade de haver mais apresentações de corais durante o ano, e não apenas no Natal. Grimaldi apresentou o novo repertório de seu coral, tendo ao teclado Rodrigo Teodoro, mantendo seu estilo erudito. Aliás, é bom citar que, segundo a Wikipédia, ars nova é uma expressão latina que significa arte nova. “O n ome vem do estilo musical polifônico, produzido no século XIV, na França e na Itália, em contraposição ao ars antiqua, como passa a ser denominado o estilo polifônico dos séculos anteriores” .
Apresentaram-se também os dois corais do campus Saúde. O do Hospital das Clinicas (HC), embalou a platéia com músicas tipicamente natalinas como “Bate o sino” e “É o natal que vem chegando”. Já o da Medicina, regido pela maestrina Riane Menezes, ousou no arranjo de músicas como Eleanor Rigby, dos Beatles, e a tradicional Adeste Fideles. Riane avisou que o grupo é composto por membros da comunidade externa e interna da UFMG e convidou os interessados a se inscrever no Cenex da Medicina. “E não é preciso saber música”, observou.
A grande revelação da noite foi mesmo o coral Renascer, da Igreja Batista Solidária. Além de seus 48 integrantes, o maior a se apresentar na Cantata, trouxe ainda ao palco bailarinas, que acompanharam as músicas com interpretação performática. Ana Maria Marques Garcia, esposa do regente Humberto Fernandes Garcia, apesar do hábito de acompanhar o marido, se emocionou na platéia. Segundo ela, Humberto, que nunca freqüentou aulas de canto, tem um dom de se comunicar pela música. A julgar pela emoção da esposa e pelo fato de Amós Garcia, 18 anos, filho do casal, também pertencer ao grupo, talvez o que a família tenha mesmo é descoberto a felicidade que o cantar pode trazer à vida das pessoas que a ele se expõem. Este, aliás, o objetivo do Programa Saúde e Cultura, do campus Saúde da UFMG, promotor do Espetáculo, com apoio da Diretoria de Ações Culturais da UFMG: promover a arte e a cultura como formas de entretenimento de qualidade.
Mas, o ponto mais emocionante das apresentações foi quando Maria Valdirene Martins, coordenadora da Assessoria de Comunicação do HC e mestre de cerimônias do evento convidou os integrantes de todos os corais a subir ao palco para cantar, sob a regência de Rafael Grimaldi, a musica “Noite Feliz”. Neste momento a iluminação foi reduzida e as velas artesanais perfumadas, distribuídas na entrada, acesas. Segundo Grimaldi, um momento emocionante do qual ele sentiu falta apenas de não poder reger a platéia, que acompanhou baixinho. Nas velas, um cartãozinho agradeceu a participação de todos.
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