15 de janeiro de 2007
MEDICINA DEVE SE PREPARAR PARA
COLETA SELETIVA
Profª. Magda Bahia alerta para os cuidados com o lixo
A Faculdade de Medicina assume, no fim de março, a responsabilidade pelo seu lixo branco – os resíduos contaminados, tais como culturas de microorganismos, peças anatômicas (humanas e de animais), seringas, filtros de ar, produtos farmacêuticos, lixo químico e outros itens. A Superintendência de Limpeza Urbana (SLU) não mais recolherá o lixo branco da FM, que deve buscar no setor privado os serviços de deposição desses resíduos.
PRETO NO BRANCO
Segundo a Profª. Magda Bahia (turma de 1982), do Departamento de Propedêutica Complementar (PRO), a maior parte dos cerca de 16 mil litros de lixo branco produzidos por dia na FM são na verdade lixo não-contaminado jogado impropriamente. A professora, que coordena na FM o Programa de Gestão de Resíduos, alerta para a necessidade das equipes de limpeza e também das pessoas que utilizam os laboratórios adequarem seus hábitos e práticas para a alocação dos resíduos nos recipientes e lixeiras apropriados.
O lixo comum jogado nos recipientes brancos, além de ficar contaminado, onera o serviço de limpeza desnecessariamente - uma preocupação ainda maior levando-se em conta que já no fim de março será a FM a responsável pelo seu lixo branco. Assumindo que os recursos alocados pela UFMG à FM não sofram um aumento, a FM terá de pagar do próprio orçamento os cuidados com o lixo branco.
DESAFIOS
Dentre as fontes de lixo branco estão as amostras grátis de medicamentos fornecidas à FM já à beira do prazo da validade. Além da necessidade de conscientizar as pessoas de depositarem resíduos nos lugares apropriados, o Programa de Gestão de Resíduos enfrenta outros desafios, como a demanda por lixeiras apropriadas e a necessidade de um abrigo intermediário de lixo branco mais adequado.
A professora Bahia fala da dificuldade em achar lixeiras adequadas para a FM - de material ao mesmo tempo adequado, bonito e barato.
Além disso, o abrigo intermediário de lixo branco atualmente em uso, que opera no subsolo da FM, é provisório – faltam ventilação e espaço. A construção de um novo abrigo intermediário, dentro do Campus Saúde, mas fora do prédio da FM, está sob a tutela da Universidade.
CONTATOS
“O Diretório Acadêmico da FM”, conta a professora, “já expressou interesse na coleta seletiva da Faculdade”. Ela agora quer saber maneiras de como o D.A. pode contribuir para a campanha. Ao mesmo tempo ela direciona aqueles que tiverem dúvidas sobre o Programa de Gestão de Resíduos para ela mesma: a professora Bahia pode ser contatada pelo (31) 9982-0166.
Redação : Frederico “Cedê” Silva - Estudante de Jornalismo
Assessoria de Comunicação Social da Faculdade de Medicina da UFMG.
(31) 3248 9651. divulga@medicina.ufmg.br |