20 de março de 2007

UFMG PROMOVE CURSO GRATUITO COMO
FORMA DE DEMONSTRAR IMPORTÂNCIA
DAS TERAPIAS SUPERVISIONADAS
NO CONTROLE DA TUBERCULOSE

Encerrando o mês da Conscientização do Controle da Tuberculose, a Faculdade de Medicina (FM), Escola de Enfermagem (EE) e o Hospital das Clínicas (HC) promovem, na quarta-feira, 28, de 8h as 12h, o seminário Tratamento Supervisionado (DOTS) e Individualizado no Controle da Tuberculose.

O seminário, que acontece no Salão Nobre da Medicina, tem o objetivo de conscientizar professores e estudantes da saúde sobre a importância das DOTs (D irectly Observed Therapy), ou Terapias Supervisionadas, no controle da tuberculose no dia-a-dia. Em suma, a terapia envolve a individualização do tratamento e o controle diário da ingestão do medicamento, ou seja, é preciso ‘ver’ o paciente ‘engolir’ o medicamento.

Na programação, além da apresentação de dados relativos à doença no Brasil e em Minas Gerais, os profissionais de saúde presentes também irão conhecer e se atualizarem a respeito da proposta de Tratamento Supervisionado no estado, a relação dessa proposta com o Complexo Hospitalar da UFMG, além de ouvirem o relato da enfermeira Maria Efigênia de Lima sobre sua experiência com DOTs. Maria Eugênia conta sobre o processo e estratégias de implantação do tratamento no Distrito Sanitário Leste de BH, há 3 anos, o que permitiu alcançar índice de adesão e de cura de quase 100%: “Quase zero de abandono”, comemora a enfermeira.

Os interessados em participar do seminário, promovido pelo Departamento de Clínica Médica da Faculdade de Medicina, podem fazer as inscrições no Centro de Extensão da FM, na avenida Professor Alfredo Balena, 190, sala 9022. MAIS INFORMAÇÕES: (31) 3248 9644 ou (31) 3248 9645. E no site do Cenexmed

Método

A professora Silvana Spíndola, coordenadora do evento e do ambulatório de Tuberculose do Hospital das Clínicas (HC), chama a atenção para o fato de ser necessário “ver” o paciente engolir o medicamento.

Ela conta que a Terapia Supervisionada deve começar logo após o diagnóstico e encaminhamento do paciente ao SUS. “Os remédios são distribuídos gratuitamente, e a garantia de sua administração correta é registrada em caderneta, que detalha o desenvolvimento do tratamento”, esclarece. E ela continua: “Essa supervisão constante é necessária para aumentar o índice de cura e reduzir a resistência aos medicamentos e o abandono do tratamento da doença”, aprofunda.

A professora fala também da importância de se aprimorar as políticas de saúde pública ligadas ao Tratamento Supervisionado da Tuberculose: “É preciso garantir que o fluxo de todos os procedimentos técnicos sejam adequadamente implementados”.

Importância do tratamento

A tuberculose é uma doença infecciosa e contagiosa, causada pelo bacilo de Koch, e propagada pelo ar. Qualquer pessoa pode adoecer, e transmitir a doença a pessoas saudáveis através de tosse, espirro, fala e até mesmo pela respiração.

O tratamento da doença é, simples, gratuito e, na maioria das vezes, dura em torno de seis meses. É importante o uso diário dos medicamentos, e o ideal é manter o tratamento supervisionado, com os pacientes tomando os remédios na frente de um profissional da saúde ou alguém da família treinado.

São indispensáveis as consultas mensais de controle, em que o médico avalia a melhora do caso. Depois de 15 dias de tratamento, a maioria dos pacientes não transmite mais a doença, mas o tratamento não deve ser interrompido até que receba alta do médico.

Atualmente, o índice de cura da tuberculose no Brasil é da ordem de, em média, 75% dos pacientes. A meta do Ministério da Saúde é aumentar esse número em 10%, chegando à cura de 85% dos casos.

 

Programação Seminário Tratamento Supervisionado (DOTS,)
e Individualizado no Controle da Tuberculose

8:00 – 8:15 Abertura
8:15 – 9:15 Histórico: Tuberculose
Dr. Waldyr Teixeira do Prado
9:15 – 9:35 Dados da TB e do Tratamento Supervisionado no Brasil
Dra. Maria das Graças R. de Oliveira
9:35 – 9:55 Dados da TB e do Tratamento Supervisionado em MG
Dr. Edílson Corrêa de Moura
9:55 – 10:15
Cláudia Hermínia de Lima e Silva
10:15 – 10:30 Intervalo
10:30 – 10:50 Dados da TB e do Tratamento Supervisionado em BH
Dra. Maria das Graças R. de Oliveira
10:50 – 11:10 Experiência com DOTS em um Centro de Saúde de BH
Maria Efigênia de Lima
11:10 – 11:30 Como o Complexo Hospitalar da UFMG poderá auxiliar no DOTS?
Dra. Silvana Spíndola
11:30 – 12:00 Encerramento

Redação: Mariana Pires – Estudante de Jornalismo
Assessoria de Comunicação Social da Faculdade de Medicina da UFMG.
(31) 3248 9651. divulga@medicina.ufmg.br

 

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