08 de março de 2007

DIA INTERNACIONAL DA MULHER

Medicina presta homenagem à força da sensibilidade

A maioria das nações do mundo comemora hoje a 97ª Edição do Dia Internacional da Mulher. A data lembra um incêndio acontecido há 150 anos, em 1857, em indústria têxtil americana, o qual levou à morte 130 operárias. Na ocasião, elas reivindicavam redução da carga horária de trabalho de 16 para 10 horas diárias.

De lá para cá, houve queima da sutiãs em praça pública, marchas, conferências, longa e por vezes violenta história de luta das mulheres pela igualdade de direitos entre os sexos.

Somente em 1910, na Dinamarca, a data foi adotada como o Dia Internacional da Mulher. Em 1955, apenas 52 anos atrás, a Quarta Conferência Mundial sobre as Mulheres firmou em documento a convicção de que “ o fortalecimento e a plena participação da mulher, em bases igualitárias, em todas as esferas da sociedade, incluindo participação nos processos de tomada de decisão e acesso ao poder, são fundamentais para que se alcancem a igualdade, o desenvolvimento e a paz”.

Mas a luta continua. Ainda acontecem ultrajes aos direitos mais elementares das mulheres de todo o mundo, em diferentes escalas mas, em geral, em todas as classes sociais. Duas, em especial, chamam mais a atenção por seu despropósito: a discriminação no trabalho e a violência doméstica.

Por outro lado, setores da sociedade reconhecem e valorizam a mulher como sendo imprescindível ao sucesso das organizações.

BATALHA

Mas de onde vem toda essa força?

Para a professora Ana Lúcia Starling, assessora especial para a área de saúde da UFMG, a mulher se adaptou muito bem e ao longo do tempo adquiriu a capacidade de administrar melhor a sua vida social, familiar e profissional simultaneamente: “Para nós é natural vencer dificuldades como conciliar o trabalho, a maternidade e a vida familiar, que ainda fazem parte do universo feminino”.

Concorda a funcionária Lúcia Pinheiro, secretária do Colegiado do curso de Fonoaudiologia. Dizendo-se orgulhosa de ser mulher, declara: “Nós conseguimos achar o equilíbrio entre sensibilidade e responsabilidade. O homem é muito extremista. A mulher consegue achar o meio termo e realizar suas tarefas do melhor modo possível”, avalia.

“Se a mulher quiser, e batalhar, ela é capaz de conquistar todos os seus ideais”, pensa a estudante e recepcionista Kelliene Abreu, da empresa Conservo. “Eu mesma faço curso técnico em enfermagem, trabalho aqui na Medicina, faço estágio... É preciso abrir mão de algum lazer, mas nunca dos objetivos”, declara.

REFLEXÃO

“Mas a mulher ainda é uma classe oprimida”, declara a professora Betty Liseta Marx Pires, do Departamento de Saúde Mental da FM, para quem a mulher se sobrecarregou demais após as revoluções e evoluções feministas, assumindo papéis que não são dela, necessariamente. “O Dia Internacional da Mulher não deve ser só de homenagens. É necessário que se façam reflexões que aflorem o debate sobre o papel da mulher na sociedade”, alerta, declarando acreditar ainda que exista entre as mulheres uma dificuldade de se interagir. “Os homens têm um forte espírito de coletivo”, analisa, “Mulheres do mundo, uni-vos!”, brinca.

Ana Starling acredita na máxima. “É muito importante para nós mulheres lutarmos pelos nossos direitos, e sempre manter a persistência, a força, e a capacidade de segurar os três lados da nossa vida: profissional, familiar e social”, acrescenta.

Tomara que chegue um dia em que datas como estas não façam nenhum sentido.

Sucesso para todas as mulheres do mundo é o desejo expresso pela Faculdade de Medicina da UFMG.

Comente este artigo: acs@medicina.ufmg.br

Assessoria de Comunicação Social da Faculdade de Medicina da UFMG.
(31) 3248 9651. divulga@medicina.ufmg.br

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