04 de abril de 2007
NOVA FORMA DE PENSAR A GESTÃO NA MEDICINA USA MÉTODOS CIENTÍFICOS
Fotos Crédito: Marcus Vinicius – Comunicação Medicina

Rubem Myrrha, e sua equipe, plantou o gérmen da
‘liderança para a qualidade’ em professores e funcionários da Faculdade
Com o objetivo de dar continuidade ao Programa de Melhorias e Apoio à Gestão, PMAG, adotado no ano passado, a Diretoria da Faculdade de Medicina realizou nesta quarta-feira, 4 de abril, uma reunião com os chefes de departamento e setores.
Chamando a atenção para a necessidade de compromisso de professores e funcionários com resultados, a direção propôs aos chefes que, até o dia 10 de maio, sejam trabalhados os dois primeiros passos para implantação do método PDCA, que pode ser interpretado como um processo cientificamente orientado para o desenvolvimento de tarefas de formas a elevar a qualidade dos resultados do trabalho empreendido.
O Primeiro passo é pensar as atividades realizadas, analisando-as no contexto da organização, do setor e do público ao qual o trabalho está direcionado. Daí surgem questões tais como quais outras deveriam ser empreendidas, qual a natureza de cada uma, e se os produtos oferecidos são os adequados. O Segundo passo requer a identificação de indicadores de desempenho de resultados e o estabelecimento de metas para o trabalho, hierarquizando ações a serem “organizadas”. De posse desse conhecimento, a gestão científica pode começar.
Capacitação
Para introduzir os conhecimentos necessários, as chefias, professores e servidores técnico-administrativos, receberam um curso sobre Como Gerenciar para Obter Melhores Resultados, ministrado por instrutores do Grupo Yes, consultores do PMAG.
Com duração de 16 horas, o curso mostrou a importância de se estabelecer metas adequadas, com prazo e formas de medição. “È preciso tomar cuidado para não pensar nos meios, e sim nos fins, quando se estabelece uma meta”, chamou a atenção Rubem Myrrha, instrutor do curso, como forma de se alcançar melhores resultados, além de orientar sobre o que fazer para alcançar e manter resultados positivos.
“Agora, as pessoas devem iniciar esse trabalho, imediatamente. Definam metas, levantem números e prazos, apliquem o que aprenderam”, recomenda Myrrha, orientando a quem não teve a oportunidade de freqüentar as aulas, por alguma razão, que procure seu superior, ou colega que participou, para troca de informações e repasse do aprendizado. “O estabelecimento de metas e números indicadores é essencial para avaliar o andamento de novas políticas e identificar melhorias e prioridades”, ensina, observando a necessidade de criação do que ele chamou de “cultura de medição”, capaz de possibilitar uma gestão mais científica, baseada no raciocínio cartesiano.
Cristina Torres, co-instrutora do curso, falou no curso sobre a importância da motivação e da integração das equipes em prol de objetivos comuns. “Às vezes, talento e boas idéias estão escondidos atrás da rotina e da burocratização”, analisa. Ela lembra também que conhecer a equipe e premiar pessoas, desde o simples reconhecimento da qualidade do trabalho desenvolvido até algum tipo de remuneração, quando possível, é importante para dar novo ânimo. O funcionário que deseja fazer mais precisa antes de tudo saber aonde quer chegar - e uma boa liderança deve identificar resultados e orientar metas, afirma.
Consulte material distribuído durante o curso



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Assessoria de Comunicação Social da Faculdade de Medicina da UFMG.
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