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ORIENTAÇÕES GERAIS
PARA O CUIDADO DA CRIANÇA
Além das complicações
neonatais, grande parte dos esforços terapêuticos
durante o primeiro ano de vida se dirigirá
para duas grandes questões: a
hipotonia muscular e a fala. Algumas
orientações simples ajudarão neste
trabalho:
ALEITAMENTO MATERNO
Importante pelo aspecto nutricional,
pela relação mãe-filho, e também para
melhorar o tônus da musculatura
oral, o que será importante para o
desenvolvimento da fala e posicionamento
da língua.
A cardiopatia congênita pode
ser um obstáculo à amamentação materna.
O aspecto emocional pode dificultar
ou até tornar impossível a amamentação.
Aumentar a ansiedade materna dificultará
mais ainda o aleitamento, o
sentimento de culpa e todo o relacionamento
mãe-filho. Diante da
impossibilidade de amamentação,
tranqüilize a mãe.
USO DO BICO
Ajuda a combater a hipotonia muscular
oral e melhora o posicionamento da
língua.
POSTURA
A tendência do recém-nascido
e do lactente Down é a manutenção das
articulações em hiperextensão
e um dos objetivos da fisioterapia inicial é
corrigir esta postura, levando-o a
uma posição de maior flexão. Ensine os
pais a também fazerem isto.
Estimule os pais a colocarem a criança
para dormir em decúbito lateral
direito ou esquerdo. Após a
alimentação é preferível o decúbito
lateral
direito pelo risco de refluxo gastro-esofágico.
Também é aconselhável manter
a criança, sempre que possível,
com a cabeça erguida, como se estivesse
sentada ou de pé (a visão
do mundo deitado é completamente diferente).
IMPORTANTE LEMBRAR
Dois fatores fundamentais para o desenvolvimento
de qualquer criança são o
amor e o estabelecimento de limites
e isto deve começar cedo.
Devem ser evitadas mudanças
radicais na vida dos familiares como parar de
trabalhar ou mudar de cidade.
ESCLARECENDO ALGUMAS DÚVIDAS
Alguns conceitos errôneos sobre
a Síndrome de Down são muito difundidos na
sociedade e é frequente que
os pais façam perguntas a respeito dos mesmos.
Apresentamos alguns aspectos que são
objetos de dúvidas e interrogações:
1. Não existe grau de Síndrome
de Down; o que não quer dizer que o seu
desenvolvimento seja homogêneo.
2. São fatores importantes no
desenvolvimento de cada paciente:
- Presença ou não de
complicações graves. A cardiopatia pode ser um fator
limitante significativo.
- O amor e a aceitação
da criança pelos pais e familiares.
- O estabelecimento de limites.
- Estimulação adequada.
3. O único fator de risco bem
determinado quando se trata da trissomia livre
é a idade materna elevada. Não
importa se a mulher é primípara ou multípara.
4. A trissomia livre ocorre por acidente
genético e não traz risco aumentado
para outros familiares, exceto para
os pais da criança. O risco de
recorrência em casos de trissomia
livre é de 1 a 2%.
5. Terapias alternativas controversas
têm sido propostas para os pacientes
Down através dos anos. Entre
elas suplementos nutricionais com vitaminas,
minerais, aminoácidos, enzimas
e hormônios, suplementação com zinco e/ou
selênio, tratamento com células
sicca, uso de Piracetam, técnicas de
facilitação, quiropatia
(manipulações músculo-esqueléticas). Até
o momento
não há terapias médicas
alternativas que tenham sido cientificamente
comprovadas que resultem em uma melhora
significativa no desenvolvimento e
melhora da saúde das crianças
com síndrome de Down.
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