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Transmissão do Diagnóstico



SUSPEITA DIAGNÓSTICA 

A transmissão do diagnóstico é uma etapa muito importante na abordagem da 
Síndrome de Down. Ela deve facilitar a aceitação do diagnóstico pela família. 
O médico deve ser cuidadoso e sincero. 
  
Existem dois momentos nessa transmissão: 

- Primeiro, quando ocorre a suspeita inicial e é pedido o exame 
  cromossômico. 
- Segundo, quando se tem a confirmação do diagnóstico pelo 
  cariótipo. 



TRANSMISSÃO DA SUSPEITA 

É melhor que a suspeita seja informada pelo médico mais íntimo da família. 

Transmitir ao casal na presença da criança. 

Transmitir ainda na maternidade, criando o ambiente propício. 

Não fazê-lo antes do primeiro contato entre os pais e a criança. 

Esperar que já se tenha estabelecido um vínculo mãe/pai/filho para a 
transmissão. 

Transmitir examinando a criança e demonstrando carinho por ela. 

Apontar as características mais importantes que levaram à suspeita, 
justificando o pedido do estudo cromossômico. 

Afirmar o nome da Síndrome de Down. 

Ouvir os pais, dando-lhes apoio. 

Evitar transmitir apressadamente, usando termos incompreensíveis e na 
presença de estranhos. 

Em caso de dúvida, pedir auxílio a um geneticista. 



TRANSMISSÃO DA CONFIRMAÇÃO DIAGNÓSTICA 

Transmitir imediatamente à família a confirmação do diagnóstico. 
  
Explicar a causa baseado no exame cromossômico. 

Informar as principais características da Síndrome de Down, ressaltando os 
aspectos positivos. 

Afirmar que lidar com a criança será mais fácil do que lhes parece. 

Afirmar que suas dificuldades maiores estarão na área cognitiva e que ela 
terá um desenvolvimento mais lento, porém ela andará, falará, comerá sem 
ajuda, desenvolverá hábitos de higiene, brincará com outras crianças, terá 
autonomia para as atividades cotidianas e poderá ser alfabetizada. 

Informar que não existe tratamento medicamentoso; no entanto, a aceitação, a 
estimulação psicomotora precoce (intervenção essencial) e o convívio social 
são fundamentais para o desenvolvimento da criança. 

Incentivar para que o diagnóstico seja contado a parentes e pessoas de sua 
convivência, facilitando a aceitação. 

Incentivar a procura de outras famílias e associações ligadas à Síndrome de 
Down. 
  
A intervenção essencial  deve começar por volta dos 3 meses, desde que a 
criança tenha condições de saúde. 

Deve ser evitado excesso de atividades nos primeiros meses para que os laços 
entre os pais, filho e demais familiares se estabeleçam com mais firmeza. 

Evitar prognósticos rígidos e de longo prazo. 



ADAPTAÇÃO PSICOLÓGICA DOS PAIS 

Quando o casal percebe que o seu filho tem Síndrome de Down, em um primeiro 
momento, ele sente que perdeu o filho sonhado e planejado e ganhou um outro 
filho com características completamente diferentes que não poderá realizar 
seus sonhos iniciais. Por isso sua reação inicial é de luto. A adaptação 
leva algum tempo. O conhecimento das fases pelas quais os pais passam ajuda 
a melhor transmitir o diagnóstico e a compreender as reações que surgirem. 


FASES DA ADAPTAÇÃO 

1. Choque: 

É a reação inicial, como se o mundo tivesse desmoronado. Surge um pensamento: 
a vida nunca mais voltará a ser normal. 
  

2. Negação: 

"Isto não está acontecendo comigo, estou sonhando, vou acordar e a criança 
vai nascer sadia... O médico se enganou, meu filho não tem este problema. 
Vou procurar outros médicos." A realização do cariótipo ajuda a aceitar a 
realidade e superar esta fase. 
  

3. Culpa: 

"Por que isto aconteceu comigo? O que fiz de errado?" A explicação de que se 
trata de um acidente genético (em cerca de 97% das vezes) onde não há 
culpados e que no processo de reprodução humana a falha é muito comum, ajuda 
a enfrentar esta fase. 

4. Raiva: 

Inicialmente é dirigida a quem deu a má notícia. Por isso não se deve 
transmitir o diagnóstico ao pai ou à mãe isoladamente para que ele ou ela o 
transmita ao parceiro. É menos desagregador que a raiva se dirija ao médico. 
Este fator contribui para que geralmente os pais afirmem que o médico não 
soube comunicar o diagnóstico, mas isto não justifica deixar de fazê-lo. 

Em muitos momentos a raiva irá voltar e muitas vezes dirigida à criança. 
Deve-se explicar que isso é natural e a melhor forma de lidar com esse 
sentimento é ter consciência de que ele existe. 

5. Adaptação: 

Começa a aceitação da criança e os pais se envolvem positivamente em seu 
tratamento. 

6. A vida volta ao normal: 

Afirmar este fato desde o início ajuda a conviver com os momentos mais 
difíceis. 



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