JUSTIFICATIVA
E RELEVÂNCIA SOCIAL:
O envelhecimento populacional vem se constituindo uma preocupação
emergente na agenda de inúmeros governantes. Ouvimos com freqüência
que o Brasil não é mais um país jovem. Os idosos
que representavam apenas 3,2% da população geral de 1900
e 4,7% em 1960, poderão atingir 13,8% no ano de 2025. No período
de 1960 a 2025, espera-se que o crescimento da população
idosa seja de 917% enquanto que o ritmo de aumento da população
total deverá cair para 250%. Hoje, temos aproximadamente 11 milhões
de pessoas com mais de 60 anos (idosos) e projeções indicam
que seremos o 6O país do mundo em número de idosos no
ano de 2020, com aproximadamente 32 milhões de idosos.
Sendo este um rápido
e violento aumento da população idosa, não terá
havido tempo suficiente para que o país se capacite para lidar
de modo adequado com esta população. São previsíveis
as situações relacionadas a preconceito, marginalização
social, pobreza, abandono, doenças, incapacidades e baixa qualidade
de vida. O problema do menino de rua dará lugar ao do idoso de
rua. Não há presentemente uma política do estado
visando alguma prevenção dessa avalanche de problemas.
Ao mesmo tempo, a mulher, hoje a tradicional cuidadora dos idosos da
família, estará cada vez menos disponível para
esse tipo de função, em virtude de seu engajamento cada
vez maior no mercado de trabalho. Ademais, a própria família
estará cada vez menor, em virtude da urbanização,
e mais fragmentada, devido à facilidade para separações
conjugais e, assim, sempre menos apta para cuidar de seus idosos. Famílias
menores residem em apartamentos pequenos, sem espaço para idoso.
E, até aqui, os sistemas formais de suporte não têm
sido capazes de substituir a família com eficiência.
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