Projeto Horizonte

Faculdade de Medicina da UFMG

Vacinas


Sobre Vacinas Anti-HIV

A existência de uma vacina anti-HIV pode levar até à erradicação da AIDS, como já aconteceu com a varíola. Para isso, deve ser capaz de produzir uma reação no sistema imunológico suficiente para neutralizar, eliminar ou controlar o HIV.

A vacina pode ser preventiva, para as pessoas sem HIV. Neste caso, ao entrar em contato com o HIV, o organismo já teria uma resposta imunológica para controlar o vírus. As vacinas contra a varíola ou contra a poliomielite são exemplos bem sucedidos. Ela também pode ser terapêutica, para as pessoas contaminadas pelo HIV, com o objetivo de neutralizar o vírus após reação do sistema imunológico.

Mais de 20 vacinas já foram experimentadas, seja em Fase I ou II (antes do teste em larga escala, com muitas pessoas). Atualmente há duas vacinas em pesquisas de Fase III na Tailândia e nos EUA, envolvendo 7.500 voluntários. No Brasil, há três centros nacionais de pesquisas vacinas anti-HIV, em Belo Horizonte, Rio de Janeiro e São Paulo.

Como se testa uma vacina?

Antes do teste em seres humanos, deve ser testada em tecidos humanos e em pequenos e grandes animais. Se os resultados forem promissores, se existir uma avaliação favorável em relação à eficácia e segurança em seres humanos, passa-se às fases clínicas. Estas são as Fases I, II e III. As vacinas preventivas são testadas em pessoas que não entraram em contato com o HIV.

Fase I: é a introdução de uma vacina candidata numa população humana, para determinar a segurança (efeitos adversos e tolerância) e a imunogenicidade (a capacidade de despertar reações imunológicas). Essa Fase pode incluir estudos de doses e formas de administração. Geralmente envolve menos de 100 voluntários.

Fase II: dedica-se a testar a imunogenicidade e examinar a eficácia em um número limitado de voluntários (entre 200 e 500).

Fase III: é a análise mais completa de segurança e eficácia para a prevenção da infecção pelo HIV. Envolve um número maior de voluntários em um grande estudo que inclui várias instituições de saúde, muitas vezes de países diferentes.

Fase IV : Se o resultado da Fase III for favorável, a vacina é liberada para uso em determinadas populações. Mesmo depois de liberada, ela continua sendo acompanhada para a observação de efeitos colaterais que podem não ter sido registrados durante a experimentação.

Características de uma vacina ideal

1.Segurança excelente e risco mínimo de efeitos adversos.

2. Eficácia na prevenção da transmissão do HIV por todas as vias conhecidas (oral, genital, anal e sangüínea) e em diferentes populações (independentemente de estado nutricional, doenças preexistentes, caraterísticas étnicas, etc).

3. Proteção de longa duração contra todas as variedades de HIV existentes.

4. Número mínimo de doses a serem tomadas e possibilidade de combinação com outros programas de imunização.

5. Estabilidade (fácil de transportar, resistente a mudanças de temperatura, etc).

6. Facilidade de administração (a via oral, por exemplo, é melhor do que a injetável).

7. Baixo custo e possibilidade de produção local.


Fonte: GIV - Grupo de Incentivo à Vida


- Alguns links de Vacinas com documentos em português

Boletins do GIV

Pagina sobre vacinas da UNIFESP

Página da Coalizão de Vacinas para Aids

Boletim IAVI em português


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