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Alunos de Medicina e Enfermagem vão informar população por telefone e internet sobre a Covid-19

Inicialmente, estão sendo capacitados 50 estudantes de cada curso.


    20 de março de 2020 - , ,


    Iniciativa do Campus Saúde da UFMG prepara alunos de Medicina e Enfermagem para uma linha direta com a população, a fim de tirar dúvidas sobre a pandemia de Covid-19. Estudantes a partir do quarto período foram selecionados e estão sendo capacitados. O projeto de extensão foi instaurado em caráter emergencial pelo Comitê Local de Enfrentamento da Pandemia do Covid-19 do Campus Saúde da UFMG e os últimos detalhes estão sendo acertados. A previsão é de que o serviço esteja disponível na próxima semana.

    Inicialmente, estão sendo capacitados, à distância, 100 alunos dos dois cursos (sendo 50 de cada) para responder dúvidas gerais sobre prevenção e as ações que estão sendo tomadas na contenção da epidemia. A seguir, será construída uma escala de plantões, assim como subgrupos formados para atendimento via telefone ou via web, com acompanhamento de professores. As principais dúvidas da população também serão subsídio para campanhas de comunicação da Faculdade de Medicina da UFMG.

    Solidariedade e função social do conhecimento

    Em menos de 24 horas, 200 estudantes já haviam demonstrado interesse. “Vamos tirar os mitos da população. Esclarecer dúvidas gerais sobre o coronavírus: como se previne, o porquê de não poder sair de casa, onde adquirir máscaras e em que caso são necessárias, entre outras”, explica Vitória Palmeira, coordenadora-geral do Diretório Acadêmico Alfredo Balena (DAAB). “Faz parte da função da universidade pública e gratuita melhorar a comunidade na qual ela se insere. Fazemos isso todos os dias, mas há momentos em que temos que ter mais responsabilidade ainda”, afirma.

    A capacitação foi preparada por professores e, juntamente com a ação da linha direta, compõe o programa “Campus Saúde UFMG enfrentando o coronavírus”. A professora do Departamento de Pediatria, Maria do Carmo Barros de Melo, é a coordenadora do programa. “O curso foi preparado com artigos de alta qualidade, videoaulas e tarefas avaliativas de forma a garantir a boa qualidade da capacitação”, explica. “Consideramos histórico este momento no qual a universidade pública tem buscado unir seus docentes e discentes de várias unidades para mostrar sua experiência em prol da sociedade como um todo”, completa.

    Uma das etapas da capacitação foi a webaula realizada pelo professor do Departamento de Clínica Médica, Unaí Tupinambás, que coordena o treinamento. A aula foi transmitida ao vivo nesta quinta-feira, 19 de março, e foi assistida por mais 1.200 pessoas. Ela está disponível online.

    Informação é fundamental

    Segundo a professora Maria do Carmo, a atuação das universidades é necessária para apoiar as medidas de prevenção, combate e assistência preconizadas pelo Ministério da Saúde. “Neste momento de isolamento social, as tecnologias de informação e comunicação contribuem para controle de epidemias e permitem o monitoramento da situação e o esclarecimento de dúvidas”, afirma. A viabilização do projeto e da capacitação teve apoio do Centro de Informática em Saúde (CINS) e Centro de Tecnologia em Saúde (CETES) da Faculdade de Medicina.

    A tecnologia pode auxiliar, também, para o apoio daqueles que se encontram sozinhos ou que se sintam sem acesso às informações adequadas. “Esta tecnologia pode levar solidariedade e conforto. A telemedicina tem sido utilizada no mundo inteiro como forma de prevenir e combater a epidemia. Pode também minimizar o contato físico de profissionais de saúde e pacientes com a doença e desta forma reduzir a propagação do vírus”, aponta a professora.

    O link para o site tira-dúvidas e o número de telefone estarão disponíveis na página da Faculdade de Medicina. Fique atento às redes sociais para novidades.