Acesso interno

Programa de Pós-Graduação em Patologia

Sobre o Programa

O Programa de Pós-Graduação em Patologia da UFMG tem como objetivo formar docentes e pesquisadores, médicos e não médicos, provenientes das áreas de saúde e biológicas, tendo em comum um desenvolvimento abrangente do conhecimento em Patologia, buscando dar continuidade ao seu aspecto atual de interdisciplinaridade e transdisciplinaridade.

O Programa tem hoje um corpo docente de 20 orientadores plenos, cinco orientadores colaboradores e 59 discentes regularmente matriculados (alunos de mestrado e de doutorado) envolvidos em cinco linhas de pesquisa em uma área de concentração: de Patologia Investigativa.

Histórico do Programa de Pós-Graduação em Patologia da UFMG (Cronologia)

Em 1973, o Programa de Pós-Graduação em Patologia da UFMG foi reconhecido pelo Conselho Nacional de Pesquisa (CNPq). O Colegiado Especial da Pós-graduação em Patologia era então formado pelos Professores Doutores Luigi Bogliolo (Patologia Médica), Hélio de Senna Figueiredo (Patologia Odontológica) e Jose Maria Lamas da Silva (Patologia Veterinária). O Prof Bogliolo foi o fundador e idealista de um Programa que tivesse como base três áreas da Patologia: Médica, Odontológica e Veterinária. Naquela época o Departamento de Anatomia Patológica e Medicina Legal (APM) da Faculdade de Medicina da UFMG era identificado pelo CNPq como um centro de excelência (Ata de 21 de dezembro de 1973). De fato, o APM abrigava uma proposta para cursos de mestrado em quatro áreas distintas: Anatomia Patológica Médica, Anatomia Patológica Odontológica, Anatomia Patológica Veterinária e Patologia Geral.

Em 1976, o Colegiado composto pelos três professores citados e mais um novo integrante, Prof Dr. Washington Luiz Tafuri, aprovou e enviou projeto para o curso de doutorado nas diferentes áreas ao Conselho Federal de Educação. Assim, em 1977, as quatro primeiras teses de doutorado foram defendidas pelos doutorandos pioneiros: Dr Hipólito de Oliveira Almeida; Dr Fausto Edmundo Lima Pereira, Dr Alfredo Jose Afonso Barbosa e o Dr. José Eymard Homen Pittella). A primeira dissertação de mestrado defendida foi a do Dr Luiz Carlos de Lima Teixeira.

Em 1979 o Programa determinou como regulamentação interna do curso de mestrado e doutorado a abertura anual de duas vagas para cada modalidade e nas seguintes áreas: Anatomia Patológica Médica, Anatomia Patológica Odontológica e Patologia Geral (a área de Anatomia Patológica Veterinária não mais existia, mas somente foi oficialmente extinta em 1983). A política do Programa era qualificar professores na área de Patologia. De fato, como regulamentação interna, o Programa só aceitava alunos que tinham vinculo com alguma instituição de ensino de nível superior, isto é, o Programa só aceitava como alunos Professores com título de Professor Assistente (Ata de 21 de Março de 1979). Para os alunos da área Médica, além das provas teóricas e práticas, exigia-se o conhecimento da patologia através do estudo de necropsias em cadáveres. Também em 1979, o Programa determinou fixar a abertura anual de duas vagas para cada modalidade (mestrado e doutorado) e nas seguintes áreas: Anatomia Patológica Médica, Anatomia Patológica Odontológica e Patologia Geral. A grade curricular era então dividida em Anatomia Patológica I, II, III e IV e Patologia Geral I e II.

Em 1983, sob a coordenação do Prof Pedro Raso, o Colegiado decidiu incluir os estágios em laboratórios como atividades obrigatórias para os alunos de todas as áreas de concentração. Para os alunos de Anatomia Patológica Médica ficava ainda a obrigatoriedade da participação nas reuniões de biópsias e necropsias e sessões anátomo-clínicas. Porém, em 1984, sob a coordenação do Prof Eymard Homem Pitella, decidiu-se que o certificado de residência em Anatomia Patológica devidamente credenciado pelo MEC dispensaria o aluno dos seminários, o que dava condições ao aluno de cursar os créditos de Anatomia Patológica I, II, III e IV.

Em 1985, ainda sob a coordenação do Prof Eymard Homem Pitella, após receber recomendações da CAPES, o Programa iniciou uma pequena reformulação de suas disciplinas, sendo que algumas foram extintas (disciplinas de área de domínio conexo).

Em 1990, sob a coordenação Prof Eduardo Bambirra, frente às novas Normas Gerais da Pós-graduação da UFMG (15 horas de aulas praticas ou teóricas valerem 1 credito) houve uma mudança curricular: (1) sistema de créditos: mínimo de 24 créditos para o mestrado e 48 créditos para o doutorado; (2) tempo máximo de titulação: mestrado de 48 meses (quatro anos) e o de doutorado de 78 meses (seis anos), respectivamente (Anexo 1). O Programa teve muitos casos de alunos que ultrapassaram esse tempo limite de defesas dos trabalhos de conclusão do curso.

Em 1996, sob a coordenação Prof Geraldo Brasileiro, ocorreram modificações mais significativas: (1) Três novas áreas de concentração foram definidas: Patologia Médica; Patologia Odontológica; e Patologia Geral. (2) Créditos: mínimo de 20 para o mestrado e 35 para o doutorado; (3) Obrigatoriedade de Disciplinas: simplificação grade curricular (Anexo 2) com fusão de disciplinas da área de concentração: Patologia Geral I e II em um única disciplina denominada Patologia Geral com carga horária de 180 horas.

Em 2001, em que a CAPES passou a recomendar o tempo para titulação de 24 meses para o mestrado e 48 meses para o doutorado, houve uma nova alteração na grade curricular do Programa sob coordenação da Profa Helenice Gobbi. Disciplinas com maior carga horária de 60 a 180 horas/aula e obrigatórias foram substituídas por disciplinas menores, em sua maioria de regime optativo, com atualização do conteúdo programático. Essas disciplinas passaram a ser coordenadas por professores orientadores plenos que tivessem experiência e linhas de pesquisa nas áreas das respectivas disciplinas. Essas disciplinas foram denominadas formativas ou instrumentais, vinculadas à área de concentração (Anexo 3). Esta reestruturação da grade curricular atendia a recomendações da nova política da CAPES de flexibilização na obtenção de créditos possibilitando individualização na escolha das disciplinas pelo aluno e seu orientador, voltados para o desenvolvimento dos trabalhos de dissertação (termo modificado para defesa de mestrado em 1989-1990) ou tese (doutorado). No entanto, na reforma de 2001, o Programa não alterou o regulamento e as áreas de concentração e o número de créditos exigidos para mestrado (20) e doutorado (35). Logo após o Programa ter realizado essa reestruturação curricular os professores da área de concentração em Anatomia Patológica Odontológica comunicaram que iriam se desligar do Programa não mais oferecendo vagas nesta área a partir de 2002. (esses Professores criariam essa área no Programa de Odontologia da UFMG).

Assim, o Programa sentiu então necessidade de novamente reformular o mesmo e abrir novas perspectivas de área de concentração visando captar alunos e continuar o seu aspecto interdisciplinar e transdisciplinar. Nesse contexto, discutiu-se juntamente com professores de Patologia Clínica do Departamento de Propedêutica Complementar, interessados em montar um programa de Pós-graduação, a possibilidade de integrá-los em uma nova área de concentração dentro do nosso Programa. O Programa acreditou que a integração com a Propedêutica Complementar seria uma boa oportunidade de juntar esforços de docentes e pesquisadores das duas áreas da Patologia, juntamente com os professores da Patologia Geral do ICB que já compunham o corpo docente desse Programa.

Em 2004, sob a coordenação da Profa Ana Margarida Nogueira, em processo iniciado ainda na gestão da Profa Helenice Gobbi, houve nova reestruturação do Programa. A mais importante foi a inserção da área da Propedêutica Complementar com criação da nova área de concentração (Anexo 4).

A partir de então, o Programa de Patologia tem como objetivo geral formar docentes e pesquisadores, médicos e não médicos, provenientes das áreas de saúde e biológicas, tendo em comum um desenvolvimento abrangente do conhecimento em Patologia em três áreas de concentração: Patologia Médica, Patologia Geral e Propedêutica Complementar. O Programa tem hoje um corpo docente de 16 orientadores plenos , quatro orientadores específicos e 49 discentes regularmente matriculados (26 alunos de mestrado e 23 de doutorado) envolvidos em cinco linhas de pesquisa nas três áreas de concentração.