Doação de corpos garante experiência essencial para o aprendizado de estudantes de medicina
Criado em 1999, programa da UFMG conta com cerca de 2,2 mil cadastros; interessados devem assinar termo de doação e comunicar a decisão aos familiares
27 de março de 2026 - Anatomia, Aprendizado, doação de corpo
Livros ilustrados coloridos, modelos sintéticos de corpos e materiais virtuais fazem parte da rotina de estudos de estudantes de Medicina, mas não substituem uma experiência essencial ao aprendizado: o contato com corpos reais. A professora de Anatomia Humana da Faculdade de Medicina da UFMG Pollyana Policarpo destaca que, por meio do uso dos cadáveres, é possível identificar variações que existem de um indivíduo para o outro, o que fortalece o aprendizado. “Pode ser que exista uma artéria originando de outro local, isso é importante que eles saibam na prática”, exemplifica.
A presença dos corpos nas aulas de anatomia prática do curso de Medicina da UFMG é possível devido ao programa Vida após a vida, criado em 1999 e atualmente coordenado pela professora Pollyana. Por meio do projeto, pessoas interessadas em doar seus corpos após a morte devem assinar um termo e comunicar a decisão aos familiares. Não há nenhum custo financeiro para a família do doador, uma vez que a Universidade se responsabiliza pelo transporte em um raio de até 1 mil quilômetros da UFMG.
Além de contribuir para a formação dos estudantes, a doação de corpos também possibilita atividades de pesquisa e treinamento de médicos cirurgiões. O uso de cadáveres captados pelo programa foi decisivo para a retomada dos transplantes de pulmão no Hospital das Clínicas da UFMG, em 2025.
Telefone: (31) 3409-9739
E-mail: vidaaposavidaufmg@gmail.com
Ficha técnica: Flávia Moraes (produção, reportagem e edição de conteúdo), Samuel do Vale (imagens) Marcelo Duarte (edição de imagens), Flávia Moraes (edição de conteúdo)
Centro de Comunicação – Cedecom