I Simpósio Internacional Mulheres em Foco acontecerá em março

O evento visa debater a violência de gênero no contexto histórico e abrir espaço para discussões. As inscrições estão abertas e todos podem participar.


19 de fevereiro de 2026 - , , ,


O I Simpósio Internacional – Mulheres em Foco: Recortes da Contemporaneidade, coordenado pela professora do Departamento de Ginecologia e Obstetrícia da Faculdade de Medicina da UFMG, acontecerá no dia 13 de março de 2026, de 09h às 13h, no Auditório Ana Margarida Nogueira (614 – 6º andar da Faculdade de Medicina da UFMG) e no Cememor.

De acordo com a professora Patrícia Gonçalves Teixeira, coordenadora do evento o simpósio traz vários temas importantes através de ciclo de palestra e mesas redondas, e por ser multidisciplinar e ultrapassar barreiras nacionais mostrará a vivência de mulheres brasileiras em outro país. Além de expor as mulheres fantásticas que mudaram, globalmente, a história e a saúde.

O evento tem como objetivo debater sobre a violência social da mulher no contexto histórico, abrir espaço de construção de temáticas para o “Fórum Nacional de Enfrentamento à Violência Contra as Mulheres em Situação de Rua no âmbito do Ministério das Mulheres e do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania” e a vivência das mulheres imigrantes brasileiras nos EUA, com temas como a violência indocumentada e o atendimento psicológico e apoio comunitário as mulheres do Brasil.

Além de apresentar em forma de palestra como as mudanças das mulheres influenciam a mudança do mundo: “Muda mulher, muda mundo” e visualizar a exposição das “Mulheres Cabulosas da História” e “Mulheres na Saúde”, como exemplo de vidas que marcaram a história social e da saúde no Brasil e no mundo. Como parte integrante da Faculdade de Medicina da UFMG, o projeto “Para Elas – Por Elas, Por Eles, Por Nós” vai mostrar o enfrentamento da violência e a promoção da saúde das mulheres que frequentam esse espaço.

Por fim, apresentar o ciclo da violência para que as pessoas tenham conhecimento, identificando suas fases e assim entenderem que é preciso pedir ajuda para sair desse ciclo, muitas vezes mortal.

O evento é destinado aos estudantes, docentes, funcionários e público em geral. As inscrições estarão abertas até o dia 12 de março de 2026 e podem ser realizadas por meio do formulário.

“Sou docente dessa unidade, sou mulher, mãe de menina e menino e ser social. Todos os dias mulheres sofrem as mais variadas formas de violência, assim temos que debater e refletir de forma ampla e multiprofissional para construir uma sociedade onde o “Feminino” possa aparecer, ser valorizado, admirado e respeitado”, explica Patrícia.

Programação:

9h00minAbertura: Diretoria da Faculdade de Medicina 
09h10minMesa RedondaConstruindo o “Fórum Nacional de Enfrentamento à Violência Contra as Mulheres em Situação de Rua”
10h10minPalestra: Muda a Mulher, muda o mundo
11h00minMesa Redonda: Vivência das Mulheres Imigrantes no EUA
12h15minMesa Redonda: Programa “Para Elas, Por Elas, Por Eles, Por Nós”
13h30minEncerramento

Sobre o simpósio

O simpósio foi instigado pelas condições sociais vivenciadas pelas mulheres, que é marcada pela desigualdade de gênero, com destaque para a violência multifacetada.  As questões do “Feminino” são profundas e históricas, cercadas de várias lutas: direito ao voto, ao trabalho formal, a isonomia, à reprodução, à liberdade e até a própria existência. No entanto, os desafios ainda não foram superados.

No Brasil, a violência contra a mulher é um problema grave e persistente, com milhões de brasileiras sofrendo agressões físicas, psicológicas, sexuais, morais e patrimoniais, com destaque para a violência doméstica e familiar. O país registrou um cenário crítico de violência de gênero, atingindo recorde de feminicídios em 2025, com média de quatro mortes por dia.

A Faculdade de Medicina da UFMG possui cerca de três mil alunos de graduação e pós-graduação, um corpo docente ativo de 368 professores, cuja função é a formação médica humanitária, visando, dentre outros, a transformação social e melhoria de vida das pessoas. Dessa forma, é oportuno abordar e debater o tema da violência contra as mulheres, no ambiente acadêmico, visando construir uma sociedade mais igualitária e menos misógina.

O mês de março é um marco mundial para as mulheres e nos relembra que essa luta é global e remota. Assim, esse evento internacional e interdisciplinar busca debater a vivência da mulher em campos históricos e sociais, ultrapassando fronteiras ao abrir espaço de debate com mulheres vivenciando realidades diferentes em outro país.