{"id":271,"date":"2013-05-08T19:09:28","date_gmt":"2013-05-08T19:09:28","guid":{"rendered":"http:\/\/observaped.new\/2013\/05\/08\/para-os-coracoes-adolescente\/"},"modified":"2013-05-08T19:09:28","modified_gmt":"2013-05-08T19:09:28","slug":"para-os-coracoes-adolescente","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.medicina.ufmg.br\/observaped\/para-os-coracoes-adolescente\/","title":{"rendered":"Para os cora\u00e7\u00f5es adolescentes"},"content":{"rendered":"<p>Priva\u00e7\u00e3o do sono, experimenta\u00e7\u00e3o precoce de \u00e1lcool e cigarro, uso de  drogas, obesidade e sedentarismo. H\u00e1bitos e pr\u00e1ticas presentes nas  rotinas dos adolescentes, esses fatores s\u00e3o considerados de alto risco  para o desenvolvimento de doen\u00e7as cardiovasculares. A professora do Departamento de Pediatria  da Faculdade de Medicina da UFMG, Cristiane de Freitas, chama a aten\u00e7\u00e3o  para a possibilidade de consequ\u00eancias graves para problemas de circula\u00e7\u00e3o e cora\u00e7\u00e3o, como os acidentes  vasculares cerebrais e infartos ainda na adolesc\u00eancia.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>  <!--more-->  <\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong>Para os cora\u00e7\u00f5es adolescente<\/strong>s<\/p>\n<p><em>Aten\u00e7\u00e3o aos h\u00e1bitos e di\u00e1logo com os jovens s\u00e3o fundamentais na preven\u00e7\u00e3o de doen\u00e7as cardiovasculares<\/em><\/p>\n<p><em><br \/><\/em><\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\" alignleft size-full wp-image-270\" src=\"https:\/\/www.medicina.ufmg.br\/wp-content\/uploads\/sites\/37\/2013\/05\/cartilha erica.jpg\" border=\"0\" width=\"162\" height=\"223\" align=\"left\" style=\"vertical-align: middle\" \/><\/p>\n<p>Priva\u00e7\u00e3o do sono, experimenta\u00e7\u00e3o precoce de \u00e1lcool e cigarro, uso de drogas, obesidade e sedentarismo. H\u00e1bitos e pr\u00e1ticas presentes nas rotinas dos adolescentes, esses fatores s\u00e3o considerados de alto risco para o desenvolvimento de doen\u00e7as cardiovasculares.<\/p>\n<p>A preocupa\u00e7\u00e3o com problemas de circula\u00e7\u00e3o e cora\u00e7\u00e3o costuma ser mais comum na popula\u00e7\u00e3o adulta. Entretanto, a professora do Departamento de Pediatria da Faculdade de Medicina da UFMG, Cristiane de Freitas, chama a aten\u00e7\u00e3o para a possibilidade de consequ\u00eancias graves, como os acidentes vasculares cerebrais e infartos, acontecerem ainda na adolesc\u00eancia.<\/p>\n<p>Cristiane conta que a obesidade, cada vez mais comum, \u00e9 considerada a maior vil\u00e3 dos riscos cardiovasculares. \u201cO consumo de alimentos industrializados e a redu\u00e7\u00e3o de atividades f\u00edsicas e horas de sono s\u00e3o os principais respons\u00e1veis\u201d, alerta. Para a professora, a situa\u00e7\u00e3o pode ser ainda pior quando esses fatores s\u00e3o interligados. \u201cUm obeso pode n\u00e3o conseguir praticar um esporte, por exemplo. Se esse adolescente se alimenta inadequadamente os riscos aumentam muito\u201d, explica.<\/p>\n<p>A pediatra lembra ainda que, al\u00e9m dos fatores sociais e ambientais, a gen\u00e9tica pode ser outro indicativo de risco cardiovascular. \u201cEm uma fam\u00edlia onde as pessoas s\u00e3o obesas ou apresentam hipertens\u00e3o, a aten\u00e7\u00e3o tem que ser dobrada\u201d, alerta.\u00a0 Nestes casos, ela recomenda que seja dada prioridade \u00e0s condi\u00e7\u00f5es pass\u00edveis de serem modificadas, como a alimenta\u00e7\u00e3o adequada e o abandono do sedentarismo, para proporcionar uma adolesc\u00eancia e idade adulta mais saud\u00e1vel.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong>Di\u00e1logo<\/strong><\/p>\n<p>De acordo com a professora Cristiane, \u00e9 preciso ouvir o adolescente para descobrir porque ele, mesmo ciente dos riscos assumidos com determinados comportamentos, n\u00e3o muda os h\u00e1bitos. \u201cS\u00e3o v\u00e1rios motivos particulares. \u00c9 preciso trabalhar com o adolescente quest\u00f5es como m\u00eddia, escola, pol\u00edticas p\u00fablicas, mas sempre preservando um lugar de escuta\u201d, acredita.<\/p>\n<p>Cristiane acredita que conversar com o adolescente \u00e9 fundamental para que ele possa construir suas pr\u00f3prias refer\u00eancias. \u201cA adolesc\u00eancia \u00e9 um momento de mudan\u00e7as, de transi\u00e7\u00e3o, mas isso n\u00e3o \u00e9 negativo. \u00c9 preciso mudar a id\u00e9ia de vulnerabilidade para enxergar a oportunidade de aprendizado\u201d, conclui Cristiane.<\/p>\n<p><strong>Erica <\/strong><\/p>\n<p>O Estudo de Riscos Cardiovasculares em Adolescentes (Projeto Erica), coordenado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e financiado pelo Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, vai buscar o perfil dos fatores de risco para doen\u00e7as cardiovasculares em adolescentes de escolas de todo o pa\u00eds. No total, ser\u00e3o avaliadas as condi\u00e7\u00f5es de sa\u00fade de cerca de 75 mil estudantes entre 12 e 17 anos, de todas as regi\u00f5es do Brasil. A professora Cristiane de Freitas \u00e9 coordenadora do projeto em Minas Gerais. A partir do dia 6 de maio ser\u00e3o iniciadas as visitas \u00e0s 56 escolas, p\u00fablicas e particulares, de 11 munic\u00edpios mineiros.<\/p>\n<p>Leia mais: <a href=\"http:\/\/www.erica.ufrj.br\" target=\"_blank\">www.erica.ufrj.br<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Priva\u00e7\u00e3o do sono, experimenta\u00e7\u00e3o precoce de \u00e1lcool e cigarro, uso de drogas, obesidade e sedentarismo. 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