{"id":291,"date":"2013-05-22T18:23:37","date_gmt":"2013-05-22T18:23:37","guid":{"rendered":"http:\/\/observaped.new\/2013\/05\/22\/amigdalas-e-adenoides-do-que-o-corpo-precisa\/"},"modified":"2013-05-22T18:23:37","modified_gmt":"2013-05-22T18:23:37","slug":"amigdalas-e-adenoides-do-que-o-corpo-precisa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.medicina.ufmg.br\/observaped\/amigdalas-e-adenoides-do-que-o-corpo-precisa\/","title":{"rendered":"Am\u00edgdalas e adenoides: do que o corpo precisa?"},"content":{"rendered":"<p>A fun\u00e7\u00e3o que desempenham \u00e9 a de proteger o organismo, mas n\u00e3o \u00e9 raro encontrar casos em que as am\u00edgdalas e as adenoides se tornam um problema de sa\u00fade e de qualidade de vida, principalmente em crian\u00e7as.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>  <!--more-->  <\/p>\n<p style=\"text-align: left\">\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><em>Crian\u00e7as at\u00e9 cinco anos costumam ser as mais afetadas por infec\u00e7\u00f5es dessas duas estruturas, que podem ser retiradas do corpo, mediante rigorosa <\/em><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\" alignright size-full wp-image-290\" src=\"https:\/\/www.medicina.ufmg.br\/wp-content\/uploads\/sites\/37\/2013\/05\/amgdlias.jpg\" border=\"0\" width=\"280\" height=\"512\" style=\"float: right;border: 0;margin-left: 20px;margin-right: 20px;margin-top: 5px;margin-bottom: 5px\" \/><em>an\u00e1lise m\u00e9dica. <\/em><\/p>\n<p>A fun\u00e7\u00e3o que desempenham \u00e9 a de proteger o organismo, mas n\u00e3o \u00e9 raro encontrar casos em que as am\u00edgdalas e as adenoides se tornam um problema de sa\u00fade e de qualidade de vida. Principalmente em crian\u00e7as, essas duas estruturas sofrem com os ataques de v\u00edrus e bact\u00e9rias. A solu\u00e7\u00e3o, em situa\u00e7\u00f5es mais graves, e sob avalia\u00e7\u00e3o m\u00e9dica, pode ser uma cirurgia de remo\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>As am\u00edgdalas, localizadas na boca, e as aden\u00f3ides, no nariz, s\u00e3o os primeiros mecanismos de defesa encontrados por agentes infecciosos que tentam entrar no corpo humano. \u201cEm contato com os v\u00edrus e bact\u00e9rias, ambas produzem anticorpos e linf\u00f3citos e podem aumentar de tamanho\u201d, aponta o pediatra e professor da Faculdade de Medicina da UFMG, Marcos Carvalho de Vasconcelos. Quando causadas por v\u00edrus, as infec\u00e7\u00f5es tendem a ser mais brandas, com quadros de gripe. Se o agente \u00e9 uma bact\u00e9ria, os sintomas s\u00e3o bem mais severos: febre reum\u00e1tica, forma\u00e7\u00e3o de placas e calafrios. <\/p>\n<p>Segundo Marcos Vasconcelos, na d\u00e9cada de 60, tornou-se bastante comum a cirurgia de retirada de am\u00edgdalas para o tratamento de quadros infecciosos repetitivos. \u201cA partir da d\u00e9cada de 70, esse \u00edndice diminuiu com o melhor acesso ao sistema de sa\u00fade e melhoria nos antibi\u00f3ticos\u201d, explica. Hoje, a indica\u00e7\u00e3o para essa cirurgia, e tamb\u00e9m aquela de retirada de adenoides, \u00e9 dada, principalmente, em casos de obstru\u00e7\u00e3o das vias a\u00e9reas, levando a um quadro de apneia. \u201c\u00c9 quando o indiv\u00edduo para de respirar durante o sono\u201d, explica. Ronco, sono agitado e voz anasalada s\u00e3o algumas das principais consequ\u00eancias desse problema, que pode ser diagnosticado a partir de um exame de monitoramento em hospitais.<\/p>\n<p><strong>Idade<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Em crian\u00e7as muito pequenas e beb\u00eas, \u00e9 cada vez mais rara a remo\u00e7\u00e3o dessas duas estruturas por causa do risco de deixar o corpo ainda mais vulner\u00e1vel a v\u00edrus e bact\u00e9rias.\u00a0 \u201cA defesa da crian\u00e7a entre oito meses at\u00e9 os cinco anos \u00e9 menor. Ela j\u00e1 perdeu a prote\u00e7\u00e3o materna, tanto da placenta quanto aquela do leite materno, e est\u00e1 come\u00e7ando a produzir anticorpos\u201d, aponta Vasconcelos.<\/p>\n<p>Se, depois dos cinco anos, as infec\u00e7\u00f5es persistirem, ou em casos de obstru\u00e7\u00e3o de vias a\u00e9reas, o m\u00e9dico pode avaliar a possibilidade de uma cirurgia de retirada de am\u00edgdalas e aden\u00f3ides. \u201c\u00c9 preciso estudar cada caso. O m\u00e9dico vai analisar se as infec\u00e7\u00f5es est\u00e3o sendo causadas por v\u00edrus ou bact\u00e9rias, observar se esse problema est\u00e1 trazendo altera\u00e7\u00f5es anat\u00f4micas na face ou at\u00e9 mesmo na postura\u201d. Com o tempo, essas crian\u00e7as podem passar a ter mudan\u00e7a de postura, mordida alterada, queixo mais fino, maior incid\u00eancia de c\u00e1ries, j\u00e1 que fica com a boca mais aberta e os dentes expostos.<\/p>\n<p><strong>A cirurgia<\/strong><\/p>\n<p>O pediatra Marcos Carvalho de Vasconcelos explica que, mesmo sendo procedimentos bastante realizados no mundo, eles devem ser indicados com muita cautela. \u201cA cirurgia de am\u00edgdala requer anestesia geral. O p\u00f3s-operat\u00f3rio \u00e9 de dor\u201d, explica. O paciente em fase de cicatriza\u00e7\u00e3o deve tomar alimentos gelados e, dentro de oito dias, pode ter uma vida normal. \u201cQuando bem indicada, a cirurgia vai provocar uma grande diferen\u00e7a na respira\u00e7\u00e3o. Ficar\u00e1 mais livre, menos ruidosa\u201d, aponta. A retirada de aden\u00f3ide pode ser feita no mesmo procedimento.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: right\">*Not\u00edcia publicada no<strong> <a href=\"http:\/\/www.medicina.ufmg.br\/noticias\/?category_name=saude-informa\" title=\"Ver todos os posts em Sa\u00fade Informa\" rel=\"category\">Sa\u00fade Informa<\/a><\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A fun\u00e7\u00e3o que desempenham \u00e9 a de proteger o organismo, mas n\u00e3o \u00e9 raro encontrar casos em que as am\u00edgdalas&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":23,"featured_media":290,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[34],"tags":[],"class_list":["post-291","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-clipping"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.medicina.ufmg.br\/observaped\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/291","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.medicina.ufmg.br\/observaped\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.medicina.ufmg.br\/observaped\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.medicina.ufmg.br\/observaped\/wp-json\/wp\/v2\/users\/23"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.medicina.ufmg.br\/observaped\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=291"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.medicina.ufmg.br\/observaped\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/291\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.medicina.ufmg.br\/observaped\/wp-json\/"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.medicina.ufmg.br\/observaped\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=291"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.medicina.ufmg.br\/observaped\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=291"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.medicina.ufmg.br\/observaped\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=291"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}