{"id":346,"date":"2013-08-06T17:56:17","date_gmt":"2013-08-06T17:56:17","guid":{"rendered":"http:\/\/observaped.new\/2013\/08\/06\/mortalidade-cai-mas-brasil-ainda-aparece-mal-na-comparacao-mundial\/"},"modified":"2016-02-03T18:55:54","modified_gmt":"2016-02-03T18:55:54","slug":"mortalidade-cai-mas-brasil-ainda-aparece-mal-na-comparacao-mundial","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.medicina.ufmg.br\/observaped\/mortalidade-cai-mas-brasil-ainda-aparece-mal-na-comparacao-mundial\/","title":{"rendered":"Mortalidade cai, mas Brasil ainda aparece mal na compara\u00e7\u00e3o mundial"},"content":{"rendered":"<p>A taxa de mortalidade infantil despencou nos \u00faltimos 30 anos no Brasil, mas o pa\u00eds ainda tem muito a melhorar para chegar \u00e0 taxa de pa\u00edses como China, Isl\u00e2ndia e at\u00e9 mesmo do vizinho Chile, informou o IBGE.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Temos muito a comemorar no que diz respeito \u00e0 redu\u00e7\u00e3o da mortalidade infantil em nosso pa\u00eds. Esse fato representa o resultado de mais de 40 anos de a\u00e7\u00f5es continuas no campo da sa\u00fade e dos bens sociais, como saneamento, educa\u00e7\u00e3o, trabalho, etc. Ainda que tenhamos muito avan\u00e7ar, precisamos reconhecer nossas conquistas!<\/p>\n<p>Estamos vivenciando um fen\u00f4meno mundial no que diz respeito \u00e0 continuidade da redu\u00e7\u00e3o da mortalidade infantil. Quanto maior \u00e9 esta taxa, maior \u00e9 o componente p\u00f3s-neonatal, ou seja, aquele que se refere aos \u00f3bitos que ocorrem entre 1 m\u00eas e 1 ano de idade. Este componente \u00e9 muito sens\u00edvel \u00e0s pol\u00edticas p\u00fablicas, porque est\u00e1 diretamente ligado as condi\u00e7\u00f5es de vida das crian\u00e7as. No entanto, quando a taxa de mortalidade infantil come\u00e7a a se aproximar dos 10% ela \u00e9 fortemente influenciada pelos \u00f3bitos no per\u00edodo neonatal, cuja redu\u00e7\u00e3o \u00e9 ainda um desafio para muitos pa\u00edses. Estamos vivendo esta realidade e para avan\u00e7ar ser\u00e1 preciso investir na qualidade do pr\u00e9-natal, nas condi\u00e7\u00f5es de nascimento e no cuidado perinatal. Al\u00e9m dos aspectos macroestruturais, aqui fica explicita a import\u00e2ncia do fortalecimento da rede de aten\u00e7\u00e3o \u00e0 sa\u00fade materno-infantil, desde o n\u00edvel prim\u00e1rio at\u00e9 a alta complexidade.<\/p>\n<p>N\u00e3o podemos deixar de ressaltar que, apesar dos progressos do pa\u00eds como um todo, ainda vivemos grandes iniquidades loco-regionais, como \u00e9 o caso das diferen\u00e7as gritantes entre o norte e o sul do Brasil. Essa realidade se esconde nos dados agregados, exigindo que n\u00f3s, pesquisadores e profissionais de sa\u00fade, sejamos, ao mesmo tempo, cr\u00edticos, propositivos e pr\u00f3-ativos no sentido de ajudar o pa\u00eds a superar esta situa\u00e7\u00e3o e garantir a vida de todas as crian\u00e7as brasileiras.<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">Prof.\u00aa Claudia Regina Lindgren Alves<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Mortalidade cai, mas Brasil ainda aparece mal na compara\u00e7\u00e3o mundial <\/strong><\/p>\n<p>A taxa de mortalidade infantil despencou nos \u00faltimos 30 anos no Brasil, mas o pa\u00eds ainda tem muito a melhorar para chegar \u00e0 taxa de pa\u00edses como China, Isl\u00e2ndia e at\u00e9 mesmo do vizinho Chile, informou o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica).<\/p>\n<p>Baseada pela primeira vez nos dados do censo 2010, a pesquisa sobre mortalidade infantil (morte entre crian\u00e7as abaixo de um ano) mostrou que o Brasil evoluiu de uma taxa de 69,1% em 1980 para 16,7% em 2010, uma queda de 75,8%.<\/p>\n<p>A \u00faltima taxa de mortalidade baseado em um censo foi divulgado em 2003, com dados relativos ao censo de 2000.<\/p>\n<p>&#8220;A taxa de mortalidade entre 1980 e 2010 caiu em todos os grupos de idade, mas, mesmo assim, ainda precisamos diminuir muito (a taxa) para nos aproximarmos da realidade das regi\u00f5es mais desenvolvidas&#8221;, disse o gerente do projeto da din\u00e2mica demogr\u00e1fica do IBGE, Fernando Albuquerque.<\/p>\n<p>A diferen\u00e7a entre as v\u00e1rias regi\u00f5es do pa\u00eds tamb\u00e9m diminuiu em rela\u00e7\u00e3o h\u00e1 30 anos, mas o Nordeste continua liderando a taxa de mortalidade infantil, com 23 mortes em cada mil crian\u00e7as abaixo de um ano, contra 97,1 mortes em 1980. A queda, de 74,1%, foi a maior entre as regi\u00f5es em 30 anos.<\/p>\n<p>&#8220;S\u00e3o v\u00e1rios os fatores, como os programas de transfer\u00eancia de renda, de saneamento b\u00e1sico, aleitamento materno, pr\u00e9-natal, programa de sa\u00fade da fam\u00edlia. Todas as idades de todos os grupos ganharam com isso&#8221;, explicou.<\/p>\n<p>De maneira geral, a expectativa de vida do brasileiro aumentou 11,3 anos nos \u00faltimos 30 anos, com a m\u00e9dia de vida passando de 62,5 anos em 1980 para 73,8 anos em 2010. A eleva\u00e7\u00e3o dessa expectativa levou o IBGE a aumentar a t\u00e1bua de mortalidade de 80 anos para 90 anos.<\/p>\n<p>As mulheres continuam vivendo mais do que os homens, fen\u00f4meno que tem como causa a viol\u00eancia das regi\u00f5es urbanas. A m\u00e9dia das mulheres passou de 65,69 anos para 77,38 anos e dos homens de 59,62 anos para 70,21 anos no per\u00edodo de 30 anos.<\/p>\n<p>Entre os Estados, Santa Catarina passou o Rio Grande do Sul, que em 1980 tinha a maior expectativa de vida do pa\u00eds. Por outro lado, o Maranh\u00e3o piorou nos \u00faltimos anos e tomou o lugar de Alagoas como Estado onde a expectativa de vida \u00e9 menor entre os Estados da Federa\u00e7\u00e3o, agora o segundo pior.<\/p>\n<p>Em Santa Catarina, a expectativa de vida pulou de 66,6 anos para 76,8 anos, enquanto no Rio Grande do Sul foi de 67,8 anos para 75,9 anos.<\/p>\n<p>Em Alagoas, a expectativa de vida \u00e9 de 69,2 anos, contra 55,7 anos em 1980, enquanto o Maranh\u00e3o passou de 57,5 para 68,7 anos.<\/p>\n<p>Segundo a pesquisa do IBGE, o maior extremo na expectativa de vida no pa\u00eds seria a compara\u00e7\u00e3o entre uma mulher que vive em Santa Catarina e um homem que mora em Alagoas, uma diferen\u00e7a de 15 anos.<\/p>\n<p>&#8220;Esse diferencial [15 anos] poderia ter sido melhor se n\u00e3o fossem os \u00f3bitos violentos que acontecem mais entre a popula\u00e7\u00e3o masculina&#8221;, disse Albuquerque.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><strong>Reda\u00e7\u00e3o:<\/strong> <a href=\"http:\/\/www1.folha.uol.com.br\/cotidiano\/2013\/08\/1320621-mortalidade-cai-mas-brasil-ainda-aparece-mal-na-comparacao-mundial.shtml\" target=\"_blank\">http:\/\/www1.folha.uol.com.br\/cotidiano\/2013\/08\/1320621-mortalidade-cai-mas-brasil-ainda-aparece-mal-na-comparacao-mundial.shtml<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A taxa de mortalidade infantil despencou nos \u00faltimos 30 anos no Brasil, mas o pa\u00eds ainda tem muito a melhorar&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":23,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[255],"tags":[],"class_list":["post-346","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-resenhas"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.medicina.ufmg.br\/observaped\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/346","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.medicina.ufmg.br\/observaped\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.medicina.ufmg.br\/observaped\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.medicina.ufmg.br\/observaped\/wp-json\/wp\/v2\/users\/23"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.medicina.ufmg.br\/observaped\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=346"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.medicina.ufmg.br\/observaped\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/346\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1063,"href":"https:\/\/www.medicina.ufmg.br\/observaped\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/346\/revisions\/1063"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.medicina.ufmg.br\/observaped\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=346"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.medicina.ufmg.br\/observaped\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=346"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.medicina.ufmg.br\/observaped\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=346"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}