{"id":382,"date":"2013-10-24T19:40:28","date_gmt":"2013-10-24T19:40:28","guid":{"rendered":"http:\/\/observaped.new\/2013\/10\/24\/choro-do-bebe-pode-ser-problema-de-digestao\/"},"modified":"2013-10-24T19:40:28","modified_gmt":"2013-10-24T19:40:28","slug":"choro-do-bebe-pode-ser-problema-de-digestao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.medicina.ufmg.br\/observaped\/choro-do-bebe-pode-ser-problema-de-digestao\/","title":{"rendered":"Choro do beb\u00ea pode ser problema de digest\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p \/>C\u00f3licas e golfadas s\u00e3o comuns nos rec\u00e9m-nascidos e s\u00f3 devem consideradas como um problema se interferirem no desenvolvimento das crian\u00e7as<br \/>  <!--more-->  <br \/>O choro \u00e9 uma das formas de comunica\u00e7\u00e3o dos rec\u00e9m-nascidos. E o que mais chama a aten\u00e7\u00e3o dos pais. Apesar de bastante frequente nos primeiros dias de vida, pode ser o sinal de que algo n\u00e3o est\u00e1 bem com a crian\u00e7a. Dentre os principais motivos de preocupa\u00e7\u00e3o est\u00e3o os desconfort\u00e1veis problemas digestivos, como a c\u00f3lica e o refluxo. Esses transtornos est\u00e3o relacionados \u00e0 imaturidade do sistema digestivo e nervoso central e, para al\u00edvio das crian\u00e7as e dos pais, tendem a serem minimizados antes dos doze meses de vida.<br \/>A professora Maria do Carmo, no Laborat\u00f3rio de Simula\u00e7\u00e3o. Foto: Bruna Carvalho.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" alignleft size-full wp-image-381\" src=\"https:\/\/www.medicina.ufmg.br\/wp-content\/uploads\/sites\/37\/2013\/10\/labsimulacao_040211_brunacarvalho_01-200x300.jpg\" border=\"0\" style=\"float: left;margin: 10px\" width=\"200\" height=\"300\" \/><br \/>Irritabilidade, agita\u00e7\u00e3o ou choro durante pelo menos tr\u00eas horas por dia, mais de tr\u00eas dias na semana em pelo menos tr\u00eas semanas, nas crian\u00e7as que est\u00e3o crescendo e se desenvolvendo bem, pode ser sinal de c\u00f3lica. \u201cGeralmente o transtorno surge na segunda semana de vida e se intensifica entre a quarta e a sexta semana\u201d, explica a professora do Departamento de Pediatria da Faculdade de Medicina da UFMG, Maria do Carmo Barros de Melo.<\/p>\n<p>Segundo a professora, a c\u00f3lica \u00e9 uma condi\u00e7\u00e3o transit\u00f3ria e sem riscos. \u201cO transtorno normalmente ocorre no per\u00edodo da tarde e \u00e0 noite, e pode durar desde alguns minutos at\u00e9 v\u00e1rias horas\u201d, esclarece. Nas crises, o beb\u00ea normalmente encolhe as pernas sobre o abd\u00f4men, abre os bra\u00e7os e fecha as m\u00e3os, fica muito vermelho e chora, parecendo n\u00e3o se acalmar com nada. \u201cDepois de o choro desaparecer o beb\u00ea volta a ficar com o seu aspecto normal\u201d, completa.<\/p>\n<p><strong>Orienta\u00e7\u00f5es<br \/><\/strong><br \/>Embora pare\u00e7a incontrol\u00e1vel, o choro n\u00e3o pode trazer sensa\u00e7\u00e3o de incompet\u00eancia nos pais ou disc\u00f3rdia entre o casal. \u201cA c\u00f3lica pode ser aliviada com a intera\u00e7\u00e3o das crian\u00e7as com os pais. Para isso, eles precisam ter paci\u00eancia\u201d, orienta o professor Marcos Carvalho de Vasconcelos, tamb\u00e9m do Departamento de Pediatria.<\/p>\n<p>Para amenizar os quadros de c\u00f3lica, a crian\u00e7a pode ser colocada de bru\u00e7os e ter a barriga aquecida com um pano morno. Outra forma \u00e9 abra\u00e7ar o beb\u00ea para que ele sinta os batimentos card\u00edacos e a respira\u00e7\u00e3o dos pais, como se fosse uma \u201cvolta ao \u00fatero\u201d, aconselha o professor.<\/p>\n<p>J\u00e1 os medicamentos devem ser evitados. \u201cO que menos ajuda a amenizar a c\u00f3lica \u00e9 o medicamento. Os da fam\u00edlia do paracetamol podem ser t\u00f3xicos ao f\u00edgado do beb\u00ea e os da fam\u00edlia da simeticona t\u00eam pouco valor, s\u00e3o mais um efeito placebo\u201d, explica Marcos Carvalho.<\/p>\n<p><strong>Refluxo<br \/><\/strong><br \/>O refluxo, golfada de pequeno volume, \u00e9 outro motivo para o choro dos beb\u00eas. A maioria dos pais fica muito preocupada em ver a crian\u00e7a devolvendo o alimento pela boca.\u00a0 Entretanto, \u00e9 preciso ter calma. \u201cN\u00e3o \u00e9 qualquer regurgita\u00e7\u00e3o de leite que o beb\u00ea apresenta que pode indicar algum problema\u201d, ressalta a professora Maria do Carmo.<\/p>\n<p>A regurgita\u00e7\u00e3o ocorre porque a transi\u00e7\u00e3o entre o es\u00f4fago e o est\u00f4mago, conhecida como esf\u00edncter esofagiano, ainda est\u00e1 em desenvolvimento. Com a imaturidade, o esf\u00edncter relaxa e n\u00e3o trabalha como deveria. Por isso, o retorno de um pouco de leite ap\u00f3s a mamada, quando o beb\u00ea arrota, \u00e9 normal. \u201cNesse caso, a crian\u00e7a \u00e9 um \u2018regurgitador feliz\u2019, pois golfa ap\u00f3s o aleitamento e os pais n\u00e3o devem se preocupar\u201d, ressalta o professor Marcos Vasconcelos.<\/p>\n<p>A golfada s\u00f3 vai ser considerada problema quando interferir no desenvolvimento da crian\u00e7a. \u201cO refluxo gastroesof\u00e1gico pode ser ocasionado por altera\u00e7\u00e3o na entrada ou na sa\u00edda do est\u00f4mago, ou alergia ao leite de vaca\u201d, diz o professor. De acordo com ele, o beb\u00ea com esse tipo de refluxo n\u00e3o engorda, e pode ter problemas relacionados \u00e0 aspira\u00e7\u00e3o do leite, como tosse e bronquite.<\/p>\n<p>O tratamento do refluxo gastresof\u00e1gico passa por mudan\u00e7as na postura dos beb\u00eas ou pela utiliza\u00e7\u00e3o de medicamentos. Alimentar os pequenos em intervalos menores, deitar somente depois de uma hora da mamada, primeiro para o lado direito e depois do esquerdo, s\u00e3o algumas medidas que contribuem para a melhor absor\u00e7\u00e3o do alimento pela crian\u00e7a, recomenda Maria do Carmo.<\/p>\n<p style=\"text-align: right\">*Not\u00edcia publicada no<strong><a href=\"http:\/\/www.medicina.ufmg.br\/noticias\/?p=36952\" target=\"_blank\"> Sa\u00fade Informa<\/a><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: right\"><a href=\"http:\/\/www.medicina.ufmg.br\/noticias\/?p=6\">Assessoria de Comunica\u00e7\u00e3o Social da Faculdade de Medicina da UFMG<\/a><br \/> <a href=\"mailto:jornalismo@medicina.ufmg.br\">jornalismo@medicina.ufmg.br<\/a><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>C\u00f3licas e golfadas s\u00e3o comuns nos rec\u00e9m-nascidos e s\u00f3 devem consideradas como um problema se interferirem no desenvolvimento das crian\u00e7as<\/p>\n","protected":false},"author":23,"featured_media":381,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[36],"tags":[],"class_list":["post-382","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-diversos"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.medicina.ufmg.br\/observaped\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/382","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.medicina.ufmg.br\/observaped\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.medicina.ufmg.br\/observaped\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.medicina.ufmg.br\/observaped\/wp-json\/wp\/v2\/users\/23"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.medicina.ufmg.br\/observaped\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=382"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.medicina.ufmg.br\/observaped\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/382\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.medicina.ufmg.br\/observaped\/wp-json\/"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.medicina.ufmg.br\/observaped\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=382"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.medicina.ufmg.br\/observaped\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=382"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.medicina.ufmg.br\/observaped\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=382"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}