{"id":442,"date":"2014-03-06T18:51:44","date_gmt":"2014-03-06T18:51:44","guid":{"rendered":"http:\/\/observaped.new\/2014\/03\/06\/o-desafio-da-iniciacao-escolar-para-pais-e-filhos\/"},"modified":"2014-03-06T18:51:44","modified_gmt":"2014-03-06T18:51:44","slug":"o-desafio-da-iniciacao-escolar-para-pais-e-filhos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.medicina.ufmg.br\/observaped\/o-desafio-da-iniciacao-escolar-para-pais-e-filhos\/","title":{"rendered":"O desafio da inicia\u00e7\u00e3o escolar para pais e filhos"},"content":{"rendered":"<p>Especialistas orientam os pais a transmitirem seguran\u00e7a \u00e0s crian\u00e7as, para que o processo de adapta\u00e7\u00e3o seja menos traum\u00e1tico.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>  <!--more-->  <\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>O in\u00edcio das aulas costuma ser marcado pelo sentimento de inseguran\u00e7a tanto dos pais, quanto das crian\u00e7as. Sentir medo nessa fase \u00e9 natural, pois se trata de um momento de muitas novidades e mudan\u00e7as \u2013 alguns pequenos costumam chorar durante todo o per\u00edodo na escolinha. Por isso, a import\u00e2ncia do apoio familiar e escolar, a fim de amenizar essas ang\u00fastias.<\/p>\n<p>O professor do Departamento de Sa\u00fade Mental da Faculdade de Medicina da UFMG, Arthur Kummer, defende que o equil\u00edbrio nesses casos deve partir do adulto. \u201cSe os pais mantiverem a calma, os filhos tender\u00e3o a se sentir mais seguros. Apesar do processo de adapta\u00e7\u00e3o ser algo que cabe \u00e0 crian\u00e7a, m\u00e3es, pais e educadores precisam ajudar\u201d, afirma.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\" alignleft size-full wp-image-441\" src=\"https:\/\/www.medicina.ufmg.br\/wp-content\/uploads\/sites\/37\/2014\/03\/pais e filhos.jpg\" border=\"0\" style=\"float: left;margin: 10px\" width=\"274\" height=\"225\" \/>Muitos pequenos iniciam em uma institui\u00e7\u00e3o de ensino com um ou dois anos, antes mesmo da idade escolar, que \u00e9 de quatro anos, segundo a lei. Para o especialista, apesar de n\u00e3o existir uma idade ideal para a inicia\u00e7\u00e3o, \u00e9 poss\u00edvel que a adapta\u00e7\u00e3o seja mais demorada quando a crian\u00e7a \u00e9 menor. \u201cH\u00e1 uma rela\u00e7\u00e3o entre desenvolvimento cognitivo e melhor adapta\u00e7\u00e3o escolar. Nesse sentido, as crian\u00e7as menores, de um a tr\u00eas anos, podem sentir mais com a separa\u00e7\u00e3o dos pais e entrada na escola, reagindo com maior rebeldia\u201d, explica. Ainda assim, Arthur Kummer garante que isso n\u00e3o \u00e9 uma regra, j\u00e1 que situa\u00e7\u00f5es favor\u00e1veis nos primeiros dias tamb\u00e9m s\u00e3o conhecidas. \u201cA boa aceita\u00e7\u00e3o est\u00e1 ligada \u00e0 novidade de brinquedos, crian\u00e7as e novos espa\u00e7os\u201d.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong>Pais e filhos<\/strong><\/p>\n<p>Aos pais, pensar que a crian\u00e7a vai sobreviver bem sem seu olhar atento parece pouco prov\u00e1vel. Al\u00e9m disso, o sentimento de culpa por voltar a trabalhar e deixar o filho na escola ou creche, principalmente para as mulheres, \u00e9 outra fonte de ang\u00fastia.<br \/>Por isso, a pediatra e psiquiatra Luciana Carla Ara\u00fajo Pimenta, mestranda do Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Neuroci\u00eancias da UFMG, orienta aos pais conhecer bem a institui\u00e7\u00e3o que escolheram para o filho, como forma de sentir confian\u00e7a nos profissionais e no projeto pedag\u00f3gico. \u201cComo os pais v\u00e3o ficar longe dos filhos, eles precisam confiar em quem est\u00e1 encarregado dos cuidados dos pequenos\u201d, ressalta.<\/p>\n<p>Modelos variados de ensino n\u00e3o faltam: algumas escolas j\u00e1 se comunicam com os pais por meios virtuais regularmente, enquanto outras at\u00e9 disponibilizam c\u00e2meras ao vivo para acompanhar o dia do filho. H\u00e1 ainda aquelas que permitem fazer uma adapta\u00e7\u00e3o gradativa, em que o tempo de perman\u00eancia da crian\u00e7a na escola vai aumentando at\u00e9 chegar ao desejado.<br \/>Luciana Pimenta tamb\u00e9m considera que o importante \u00e9 que os pais n\u00e3o fiquem apreensivos, pois acabam transmitindo essa sensa\u00e7\u00e3o para os filhos. \u201cA crian\u00e7a pensa: que lugar \u00e9 esse que deixa meus pais inseguros? Com isso, a adapta\u00e7\u00e3o vai ser bem mais dif\u00edcil\u201d, avalia.<\/p>\n<p><strong>Dicas<\/strong><br \/>Para que o momento seja menos traum\u00e1tico para as crian\u00e7as, a especialista recomenda que, aos poucos, elas comecem a entrar no ritmo da nova rotina. Se o filho j\u00e1 tiver idade suficiente para assimilar isso, os pais devem compartilhar detalhes novos sobre as mat\u00e9rias do ano, a escola ou o m\u00e9todo que ser\u00e1 adotado.<\/p>\n<p>Uma atitude recorrente dos pais, que pode prejudicar a fase de adapta\u00e7\u00e3o do pequeno, \u00e9 quando eles tentam distra\u00ed-lo para se retirarem \u00e0s escondidas. Segundo o professor Arthur Kummer, \u00e9 preciso deixar claro para o filho que ir\u00e3o embora, mas que voltar\u00e3o para busc\u00e1-lo.\u00a0 \u201cSe a crian\u00e7a chorar no momento da separa\u00e7\u00e3o, pais e professores podem tentar consol\u00e1-la e deixar que ela saiba que entendem como ela se sente\u201d, aconselha. Ele acrescenta que ao t\u00e9rmino da aula, a crian\u00e7a deve ser buscada na hora certa, para que n\u00e3o sinta uma ansiedade desnecess\u00e1ria ao observar as outras crian\u00e7as irem para casa.<\/p>\n<p>Outras atitudes que podem aumentar a aceita\u00e7\u00e3o da crian\u00e7a, de acordo com a pediatra Luciana, \u00e9 a sua inclus\u00e3o na escolha do uniforme e material escolar. \u201cO ingresso da crian\u00e7a pode ser importante aprendizagem para todos, por isso \u00e9 necess\u00e1rio que a ansiedade que permeia essa situa\u00e7\u00e3o seja dominada da melhor maneira poss\u00edvel\u201d, conclui.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Especialistas orientam os pais a transmitirem seguran\u00e7a \u00e0s crian\u00e7as, para que o processo de adapta\u00e7\u00e3o seja menos traum\u00e1tico. \u00a0<\/p>\n","protected":false},"author":23,"featured_media":441,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[36],"tags":[],"class_list":["post-442","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-diversos"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.medicina.ufmg.br\/observaped\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/442","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.medicina.ufmg.br\/observaped\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.medicina.ufmg.br\/observaped\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.medicina.ufmg.br\/observaped\/wp-json\/wp\/v2\/users\/23"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.medicina.ufmg.br\/observaped\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=442"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.medicina.ufmg.br\/observaped\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/442\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.medicina.ufmg.br\/observaped\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=442"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.medicina.ufmg.br\/observaped\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=442"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.medicina.ufmg.br\/observaped\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=442"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}