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Resolução define diretrizes sobre assiduidade e avaliação no Ensino Híbrido Emergencial

EHE será implementado a partir do próximo período letivo, que terá início em 13 de outubro.


15 de setembro de 2021 - ,


As diretrizes para aferição de assiduidade dos estudantes e para definição dos processos avaliativos no regime de Ensino Híbrido Emergencial (EHE) estão definidas pela Resolução 09/2021, de 2 de setembro, da Câmara de Graduação (CG) do Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (Cepe). O EHE será implementado pela UFMG a partir do segundo período letivo deste ano, que terá início em 13 de outubro.

Instituído pela Resolução Cepe 05/2021, de 19 de agosto, o EHE é baseado na conciliação de atividades remotas e presenciais. A passagem do Ensino Remoto Emergencial (ERE) – criado em 2020 para evitar a disseminação da covid-19 entre a comunidade universitária – para o EHE tem o objetivo de promover a retomada gradual das aulas presenciais, com total atenção às normas de segurança sanitária definidas pelas autoridades municipais, pelo Comitê da UFMG de Enfrentamento ao Novo Coronavírus e pelos comitês locais da Universidade.

De acordo com a Resolução CG nº 09, o registro de presença será obrigatório apenas no caso das atividades presenciais. Quanto às atividades remotas síncronas, poderá ser aferida assiduidade quando o plano de ensino da atividade estipular que é imprescindível a participação do estudante – cada caso será analisado pela Câmara Departamental ou estrutura equivalente. Finalmente, não será aferida assiduidade, em nenhuma hipótese, nas atividades remotas assíncronas.

A pró-reitora de Graduação, Benigna Oliveira, destaca a importância da divulgação dessas diretrizes, uma vez que elas trazem novidades em relação ao ERE. “Recomendamos também que seja mantido contato próximo e permanente entre os estudantes, seus colegiados de vínculo e professores responsáveis pelas atividades acadêmicas curriculares”, afirma.

Sala de aula no CAD 1, no campus Pampulha, antes da pandemia
Sala de aula no CAD 1, no campus Pampulha, antes da pandemia. Foto: Lucas Braga | UFMG

Avaliações
A distribuição das avaliações entre presenciais, remotas síncronas e remotas assíncronas deverá, segundo a Resolução nº 09/2021, seguir a proporção em que as disciplinas estão sendo ministradas, em modo presencial ou remoto. Por exemplo, se a maior parte das atividades é remota, o mesmo deve se dar com as avaliações.

Benigna Oliveira e o pró-reitor adjunto de Graduação, Bruno Teixeira, enfatizam a importância da opção dos docentes pela chamada avaliação formativa, aquela que é parte do processo de ensino-aprendizagem, contribui para autoavaliação do estudante e para a reflexão crítica. “O processo avaliativo deve ocorrer ao longo do percurso, com feedback constante”, diz Teixeira.       

Como não é possível retomar integralmente as atividades presenciais, foram aprovadas diretrizes para a definição de prioridades. “A orientação é que a opção pelo modo presencial seja feita preferencialmente em casos como o de disciplinas que não têm sido ministradas no ERE por falta de condições de fazê-lo a distância e daquelas que têm grande carga horária prática ou teórico-prática. É preciso considerar também, entre outros aspectos, a necessidade de acolher os estudantes que ingressaram na UFMG durante o ERE e, por isso, ainda não tiveram atividades presenciais nos campi”, afirma Bruno Teixeira.

Os pró-reitores de Graduação enfatizam que o objetivo é continuar acompanhando a situação sanitária nas cidades onde a UFMG atua, assim como os dados relativos à própria comunidade acadêmica, para que possam ser tomadas novas medidas de ampliação de aulas e outras atividades nos campi. A UFMG avançou à fase 2 do plano de retorno às atividades acadêmicas e administrativas, que prevê ocupação de até 40% dos espaços.  

Para os calouros de todos os cursos do segundo período letivo deste ano, haverá apenas aulas remotas, uma vez que muitos deles ainda estarão chegando e se adaptando às cidades que abrigam a UFMG (Belo Horizonte e Montes Claros). Mas também está sendo considerada a possibilidade de encontros presenciais esporádicos e facultativos (sem cobrança formal de presença) para acolhimento e apresentação dos campi aos novos estudantes.

Transição e construção coletiva
O Ensino Híbrido Emergencial atende à circunstância de que não há perspectiva, pelo menos em médio prazo, de retomada integral das atividades acadêmicas nos campi. “A ideia é que, com a adoção do EHE, tenhamos uma retomada gradual das atividades presenciais, considerando os princípios da segurança, equidade e qualidade do ensino”, afirma Benigna Oliveira.  

Ainda segundo a professora, todo o processo de elaboração de normas e diretrizes para os novos regimes de ensino tem sido construído de forma coletiva. Grupos de trabalho têm representação diversificada dos corpos docente e discente, e os departamentos e colegiados de curso são consultados constantemente. “O trabalho se baseia também na análise das pesquisas de monitoramento e avaliação do ensino remoto, assim como dos relatórios elaborados pelo setor de estatística da Prograd”, completa a pró-reitora.


Centro de Comunicação da UFMG