Simpósio internacional discute saúde indígena e políticas públicas
Evento terá participação de povos indígenas brasileiros e canadenses, gestores de saúde e pesquisadores da área
10 de outubro de 2019
Mudanças na cultura e hábitos das populações indígenas tem aumentado índices de diferentes doenças nessas comunidades, como a hipertensão, diabetes e sofrimentos mentais. Para enfrentar essas questões, as políticas públicas de saúde devem levar em conta evidências científicas e determinantes sociais.
De acordo com o professor do Departamento de Medicina Preventiva e Social, Ulysses Panisset, elementos como a pressão social, as vulnerabilidades sociais de determinadas populações e as constrições orçamentárias estão entre os fatores observados. “A política baseada em evidências leva esses fatores em conta não apenas no desenvolvimento das políticas de saúde, mas também no momento de buscar garantias de que essas políticas sejam implementadas e recebidas pela sociedade”, afirma o professor.
Simpósio
A Faculdade de Medicina da UFMG receberá o Simpósio Internacional de Evidências Qualitativas para Decisão em Atenção Primária à Saúde e Determinantes Sociais, nos dias 14 e 15 de outubro. As principais temáticas do evento serão a necessidade de capacitação dos Agentes Comunitários de Saúde (ACS) a partir de políticas informadas por evidências, a Atenção Primária à Saúde (APS) e os direitos sociais direcionados à população indígena.
No dia 15 de outubro, o destaque da programação é a mesa-redonda sobre a atenção primária direcionada à saúde e aos direitos sociais indígenas. A discussão terá participação de lideranças indígenas de diferentes etnias de Minas Gerais, representantes da gestão de saúde e da Secretaria Especial de Saúde Indígena (SESAI), além do Chefe Stanley Charles Grier, da Confederação Blackfoot do Canadá, e dos pesquisadores Blackfoot William Wadsworth e Chyloe Healy. Completando a delegação canadense estará a professora da Universidade de Alberta e especialista em políticas de saúde, Stephanie Montessanti.