{"id":3091,"date":"2024-04-16T11:57:33","date_gmt":"2024-04-16T14:57:33","guid":{"rendered":"https:\/\/www.medicina.ufmg.br\/sismid\/?p=3091"},"modified":"2024-04-16T11:57:33","modified_gmt":"2024-04-16T14:57:33","slug":"comparacao-de-tecnicas-de-ensaio-de-absorcao-imunoenzimatico-elisa-para-avaliacao-da-reatividade-de-anticorpos-anticocaina-tipo-igg-em-camundongos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.medicina.ufmg.br\/sismid\/2024\/04\/16\/comparacao-de-tecnicas-de-ensaio-de-absorcao-imunoenzimatico-elisa-para-avaliacao-da-reatividade-de-anticorpos-anticocaina-tipo-igg-em-camundongos\/","title":{"rendered":"Compara\u00e7\u00e3o de t\u00e9cnicas de ensaio de absor\u00e7\u00e3o imunoenzim\u00e1tico (ELISA) para avalia\u00e7\u00e3o da reatividade de anticorpos anticoca\u00edna tipo IgG em camundongos."},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Atualmente, o consumo de drogas il\u00edcitas no Brasil tornou-se um problema de sa\u00fade p\u00fablica. A imunofarmacoterapia \u00e9 a estrat\u00e9gia mais promissora para o tratamento da depend\u00eancia \u00e0 coca\u00edna e ao crack. O grupo de pesquisa NAVeS, em parceria com o Departamento de Qu\u00edmica da UFMG, desenvolveu a mol\u00e9cula UFMG-VAC4N2, que se mostrou eficaz na produ\u00e7\u00e3o de anticorpos anticoca\u00edna em camundongos. Esses anticorpos espec\u00edficos reduzem a fra\u00e7\u00e3o livre da droga na corrente sangu\u00ednea, moderando seus efeitos e reduzindo sua entrada na barreira hematoencef\u00e1lica (BHE) e, consequentemente, no sistema nervoso central (SNC). Diante disto, \u00e9 importante determinar-se a quantifica\u00e7\u00e3o desses anticorpos espec\u00edficos produzidos pela indu\u00e7\u00e3o da vacina anticoca\u00edna. No presente estudo, utilizamos um Ensaio Imunoenzim\u00e1tico (ELISA), m\u00e9todo anal\u00edtico qualitativo\/quantitativo que tem como princ\u00edpio a rea\u00e7\u00e3o de um ant\u00edgeno-anticorpo (Ac-Ag) obtida por meio de um conjugado e substrato enzim\u00e1tico que permitem a mudan\u00e7a de colora\u00e7\u00e3o do meio e quantifica\u00e7\u00e3o por espectrofotometria. Foram analisadas duas estrat\u00e9gias distintas de identifica\u00e7\u00e3o e quantifica\u00e7\u00e3o desses anticorpos tipo IgG em camundongos, as quais s\u00e3o: 1) uso do GNE, um hapteno de coca\u00edna, conjugado \u00e0 albumina s\u00e9rica bovina (BSA) e fixado em base s\u00f3lida e; 2) uso de coca\u00edna livre em fase s\u00f3lida. O m\u00e9todo consistiu na imuniza\u00e7\u00e3o com a vacina de hapteno GNE conjugada \u00e0 prote\u00edna KLH (Keyhole Limpet Hemocyanin), de atividade imunol\u00f3gica j\u00e1 estabelecida, em camundongos Balb\/c machos e dosagem dos anticorpos anticoca\u00edna pelo m\u00e9todo ELISA indireto e competitivo. Foram realizadas 3 imuniza\u00e7\u00f5es nos tempos 0, 7 e 21 dias, sendo que cada animal recebeu, por imuniza\u00e7\u00e3o, 300 \u00b5L de emuls\u00e3o contendo GNE-KLH disperso em adjuvante de Freund completo ou incompleto. Em cada imuniza\u00e7\u00e3o foi feita coleta de cerca de 400 \u00b5L de sangue dos animais pela via submandibular para separa\u00e7\u00e3o do soro e realiza\u00e7\u00e3o dos ensaios imunol\u00f3gicos. Um pool de soros dos animais com densidade \u00f3ptica maior a 0,7 foi produzido para os testes de linearidade e para identificar a t\u00e9cnica mais sens\u00edvel de detec\u00e7\u00e3o dos anticorpos espec\u00edficos para coca\u00edna. No teste de linearidade para dosagem desses anticorpos foi encontrada uma resposta relativamente positiva nas duas t\u00e9cnicas, por\u00e9m a resposta para GNE-BSA foi mais satisfat\u00f3ria. Conclui-se que, para dosagem de anticorpos anticoca\u00edna do tipo IgG em camundongos, as duas t\u00e9cnicas s\u00e3o confi\u00e1veis, contudo, os resultados para GNE-BSA permitem maior sensibilidade para detec\u00e7\u00e3o desses anticorpos. As perspectivas para esse trabalho s\u00e3o a padroniza\u00e7\u00e3o do m\u00e9todo ELISA para a detec\u00e7\u00e3o de anticorpos anticoca\u00edna em humanos, visando o estudo cl\u00ednico de fase 1 para a vacina UFMG-VAC4N2 e o estudo dos subtipos de anticorpos IgG produzidos pela vacina, relevante para a compreens\u00e3o dos mecanismos pelos quais esses anticorpos podem reduzir o consumo de droga e para avaliar a sele\u00e7\u00e3o dos pacientes para receberem um futuro tratamento imunol\u00f3gico.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-buttons is-content-justification-center is-layout-flex wp-container-core-buttons-is-layout-fe48e5de wp-block-buttons-is-layout-flex\">\n<div class=\"wp-block-button\"><a class=\"wp-block-button__link has-white-color has-text-color has-background has-link-color wp-element-button\" href=\"https:\/\/repositorio.ufmg.br\/bitstream\/1843\/32461\/1\/Dissertacao%20Raissa%20FINAL.pdf\" style=\"background-color:#1a5491\">Acessar<\/a><\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Atualmente, o consumo de drogas il\u00edcitas no Brasil tornou-se um problema de sa\u00fade p\u00fablica. 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