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Uso de órteses exige acompanhamento e adaptação dos pacientes

Especialista explica como esses dispositivos auxiliam na reabilitação e na autonomia dos pacientes, mas também exigem atendimento personalizado.


03 de junho de 2026 - , ,


Os óculos, a cadeira de rodas e o aparelho ortodôntico possuem algo em comum: todos são órteses e auxiliam membros, órgãos ou tecidos a recuperar ou complementar funcionalidades específicas. É o que afirma a professora do Departamento de Terapia Ocupacional da Escola de Educação Física, Fisioterapia e Terapia Ocupacional da UFMG e convidada da semana no Saúde com Ciência, Adriana Valladão.

Diferentemente das próteses, que substituem total ou parcialmente determinadas partes do corpo, as órteses atuam como suporte, auxiliando funções que já existem, mas que estão em recuperação ou apresentam deformidades. A professora destaca que o uso desses dispositivos pode ser temporário e que a utilização prolongada, sem acompanhamento especializado, pode gerar agravos.

“A órtese não pode ser usada sem, por exemplo, um exercício específico que ele deve fazer orientado para aquela região, para aquele segmento corporal, ou sem uma orientação de quanto tempo ele vai usar […], e ao retirar o que ele deve fazer. Então é fundamental que esse paciente seja acompanhado após o recebimento desse dispositivo”.

A professora explica que, em casos de estabilização simples, as órteses podem ser adquiridas prontas, como ocorre com os coletes pós-cirúrgicos, por exemplo. No entanto, de acordo com a gravidade das lesões ou deformidades, a confecção pode exigir dispositivos pré-fabricados, personalizados ou até mesmo customizados.

Além de atender às demandas funcionais de cada paciente, existem aspectos simples — mas que fazem toda a diferença — que impactam diretamente a aceitação e o uso das órteses. Questões relacionadas à estética, à praticidade e ao material podem causar estranheza e frustração nos pacientes, o que muitas vezes leva ao abandono do dispositivo. “Para que isso não aconteça, é necessária uma prática centrada no cliente. Eu acho que isso é essencial. A gente precisa compreender as necessidades específicas dessa pessoa”, destaca a professora.

Ouça ou podcast na íntegra:

Saúde com Ciência

No programa de rádio Saúde com Ciência desta semana, conversamos sobre órteses. Abordaremos as diferenças entre prótese e órtese. Além disso, alertaremos sobre a importância da indicação e do acompanhamento de especialistas durante o uso da órtese.

O Saúde com Ciência é produzido pelo Centro de Comunicação Social da Faculdade de Medicina da UFMG e tem a proposta de informar e tirar dúvidas da população sobre temas da saúde. Ouça na Rádio UFMG Educativa (104,5 FM) de segunda a quinta-feira, às 7h15, no programa Bom Dia UFMG. Também é possível ouvir o programa pelas principais plataformas de podcasts.