Campanha “Assédio é crime” é reforçada durante a semana de recepção de calouros
26 de fevereiro de 2019

Humilhação, ameaças, agressão moral e constrangimentos com conotação sexual. Situações que caracterizam assédio moral ou sexual, assim como orientações às vítimas e testemunhas sobre como denunciar esse crime, estão disponíveis online na cartilha “Assédio é crime”. O documento, lançado no campus Saúde, é um dos temas abordados durante a recepção de calouros da Faculdade de Medicina da UFMG, que iniciou nessa segunda-feira, 25 de fevereiro.
A cartilha foi apresentada pela primeira vez em novembro do ano passado, com a participação da Comissão do campus Saúde da UFMG, junto ao Coletivo de Mulheres Alzira Reis, diretórios acadêmicos e setores de comunicação do campus. Além da cartilha, cartazes com frases que caracterizam assédio foram afixados no campus e panfletos educativos destruídos à comunidade acadêmica.
A intenção, segundo a estudante de Medicina e integrante do Coletivo de Mulheres Alzira Reis, Juliana Arruda, é colocar o tema em evidência para que as pessoas percebam as relações de assédio. Por isso, a cartilha traz informações sobre o que é assédio e como identificá-lo. O documento também mostra os processos e espaços de denúncias para o crime.
Para a psicóloga da Assessoria de Escuta Acadêmica da Faculdade de Medicina, Maria das Graças Santos, falar sobre a cartilha já na recepção de calouros é importante para enfatizar que a instituição não tolera nenhuma situação de assédio. “Assim, ao chegar, os novos alunos sabem que a Faculdade não apoia e não acoberta nenhuma pessoa que promova esse crime e que tem lugares na instituição que eles podem recorrer”, afirma.
Conforme orientação da cartilha, quem deseja apresentar uma denúncia institucional deve recorre à Ouvidoria da UFMG. Além disso, a comunidade acadêmica do campus Saúde conta com órgão de apoio emocional e psicológico às vítimas de assédio, como a Assessoria de Escuta Acadêmica da Faculdade de Medicina. O órgão é responsável pelo acolhimento e mediação diante dos órgãos com poder de decisão.
Em entrevista à TV UFMG, a vice-diretora da Faculdade de Medicina, Alamanda Kfoury Pereira, que participou da produção do documento, fala sobre o tema.
Ficha técnica
Entrevistada: Alamanda Kfoury, vice-diretora Faculdade de Medicina
Produção: Marden Ferreira
Reportagem: Júlia Calasans
Imagens: Cássio de Jesus
Edição de conteúdo: Jessika Viveiros
Edição de imagens: Kennedy Sena