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Celebração dos 25 anos de formatura da 99º turma de Medicina marca retomada de jubileus

Essa foi a primeira realização da solenidade desde o início da pandemia de covid-19


02 de maio de 2022 - , , ,


99ª Turma de Medicina da UFMG. Foto: Deborah Castro

Aguardada por dois anos, a comemoração do Jubileu de Prata da 99ª turma de Medicina da UFMG, formada no segundo semestre de 1995, aconteceu nessa sexta-feira, 29 de abril, no Salão Nobre da Faculdade de Medicina. O evento foi adiado devido à pandemia de covid-19 até uma situação epidemiológica favorável ao encontro presencial. Mas a espera não diminuiu a emoção. E para a professora Cristina Alvim, vice-diretora e jubilanda, este encontro teve ainda mais significado:

“Além de comemorar os 25 anos, rever a turma depois de todo esse tempo, também é um encontro após um longo período de isolamento e restrição de atividades presenciais, que acontece agora graças a ampla cobertura vacinal. São duas emoções, diferentes motivos para a vontade de estar junto, abraçar, recordar e celebrar a vida. São muitos motivos para comemorar”

Professora Cristina Alvim, vice-diretora e jubilanda

Este também foi o primeiro evento presidido pela professora Alamanda Kfoury, diretora da Faculdade de Medicina da UFMG, recentemente empossada. “Hoje é o dia de festa e de muita alegria após tempos tão desafiadores”, frisou. “Vocês são luz nas diversas áreas em que se apresentam. São as médicas e os médicos dos nossos netos, filhos, dos nossos pais…. Vocês fortalecem o SUS, as instituições de ensino e assistência, ocupando os mais diferentes espaços e representando nossa força. Por isso, a Faculdade de Medicina e a UFMG só tem uma palavra: Gratidão. Desejamos que aqui continue sendo a casa de vocês”, declarou Kfoury.

Mesa de honra composta pelos professores Enio Pietra, Alamanda Kfoury e Marco Antônio Rodrigues, da esquerda para direita. Foto: Deborah Castro

Junto a professora Alamanda, compuseram a mesa de honra o patrono da turma, professor do Departamento de Clínica Médica, Enio Roberto Pietra Pedroso; e o paraninfo, professor do Departamento de Cirurgia, Marco Antônio Gonçalves Rodrigues.

O professor Enio relembrou partes do seu discurso proferido durante a formatura da turma, reforçando a duradoura ligação entre eles. Ele destacou sobre a passagem dos jubilandos pelo regime ditatorial brasileiro e pela transição para a democracia, a qual tem como marco a criação do SUS. “A nossa Escola, por ser pública, democrática e defensora intransigente da saúde para todas e o dever do Estado, prepararam-nos para o enfrentamento da construção do Sistema de Único de Saúde. Vocês assim fizeram. Tornaram-se os verdadeiros criadores. E valeu a pena? Ouso responder que certamente. Vocês venceram desafios, alguns previsíveis e outros inimagináveis, que surgiram, mudaram e os envolveram na profissão”, comentou.

“A UFMG nos empresta seu nome e nos projeta dizendo: inicie uma vida nova. Somos UFMG. Mas a UFMG é o que somos. Vocês estão no máximo de sua profissional: médicos do mais elevado gabarito humano e humanístico, todos ocupando, com seu modo, lugares e situações que revelam talento, inteligência, compromisso, ética, respeito, competência e envolvimento com o bem-estar de todos. Assim é que a UFMG recebe de volta o que ajudou a construir”

Celebrou Enio Pietra, que presenteou os jubilandos com uma música e finalizou desejando que a Faculdade de Medicina continue os provocando.

O compromisso com o SUS também esteve em destaque no discurso do professor Marco Antônio: “que possamos, todos nós, honrando o ensinamento e a vocação desta casa, renovar sempre o compromisso com o maior sistema público de saúde do mundo”. Ele afirmou que não havia dúvida sobre a atuação dos formados, por estes mais de 25 anos, contribuir para a saúde da população e o futuro do país, seja cuidando das pessoas, resolvendo dilemas médicos, contribuindo no fortalecimento do SUS com a gestão de clínicas e hospitais, formando novos médicos ou aperfeiçoando a educação, por exemplo. “Mais do que nunca é fundamental trabalharmos de forma unida e harmônica, expandido o atendimento às demandas da sociedade, lutando por mais aporte à saúde pública e por melhores condições de trabalho, sem em nenhum momento abrirmos mão dos valores éticos e morais, que devem reger nossos atos, por mais simples e cotidianos que sejam”, reforçou.

“Reitero meu respeito e minha absoluta confiança em sua competência e em seu compromisso com o exercício de uma Medicina ética e democrática, competente e humanizada. Afinal, cuidar do próximo é o nosso dever, independentemente das dificuldades encontradas na prática profissional”

Disse o professor Marco Antônio Rodrigues, apontando, ainda, a importância dos jubilandos cuidarem também da própria saúde, orientando a exercitarem e descansarem, a restaurarem os sonhos deixados de lado e de não deixarem para descobrir em uma crise o que é realmente importante na vida.

A cerimônia ainda contou com o pronunciamento da oradora da turma, Carmelita Magalhães Nunes, que pontuou momentos marcantes dos mais de 32 anos de relação iniciada na graduação na Faculdade de Medicina, enfatizou o respeito às individualidades, bem como a interdependência dessas, tornando-os uma turma potente e diversa. Além disso, houve uma homenagem aos colegas ausentes, a entrega de homenagens aos patrono e paraninfo, bem como vídeos com diferentes momentos da 99ª turma de Medicina da UFMG.