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Faculdade expande parceria com Conselho de Educação Física

Novo contrato, através do Cetes, visa ofertar cursos de qualificação a distância para profissionais registrados


18 de fevereiro de 2020 - , , , , ,


Reunião na Diretoria da Faculdade de Medicina da UFMG para assinatura do contrato de prestação de serviços para o Cref6-MG. Foto: Carol Morena

Os resultados positivos da parceria com o Núcleo de Educação em Saúde Coletiva (Nescon) levou o Conselho Regional de Educação Física de Minas Gerais (Cref6-MG) a um novo contrato de prestação de serviços pela Faculdade de Medicina da UFMG, agora através do Centro de Tecnologia em Saúde (Cetes). O documento, assinado nessa segunda-feira, 17 de fevereiro, em reunião com representantes das instituições, estabelece a oferta de cursos de atualização profissional, a distância, sobre temas da saúde com abordagem voltada para atuação dos profissionais de Educação Física.

A professora Rosália Torres, coordenadora do Cetes, contou que a parceria começou a ser construída há mais de um ano quando foram procurados pelo Cref6-MG e começaram a pensar a adaptação dos cursos que o Centro já ofertava para a área da Medicina. “Durante esse tempo, partindo do modelos que tínhamos, começamos a adaptar três cursos, além de acrescentar um novo sobre violência nas escolas, já que é onde atuam muitos desses profissionais”, disse.  Com o adiantamento do trabalho, a previsão da oferta é para o mês de maio.

De acordo com a professora, foram escolhidos como tema a hipertensão arterial e diabetes, doenças que o profissional de educação física lida quase que diariamente; rudimentos da interpretação do eletrocardiograma, com o objetivo de auxiliar na desmistificação do exame e seu melhor entendimento; e a violência nas escolas como uma questão atual e relevante na atuação dos profissionais. “Aproveitamos materiais, como imagens e vídeos, que já tínhamos, mas o conteúdo foi muito modificado pensando nas especificidades da profissão. Tornaram-se, praticamente, novos cursos”, comentou.

Proveito para as instituições, para a formação profissional e para a saúde

“A Faculdade tem prezado muito pelas parcerias que se preocupam com a área da saúde, em seus vários aspectos. Entendemos que a formação dessa rede é um caminho para desenvolvimento da saúde, de maneira geral”, discorreu o diretor da Faculdade de Medicina, professor Humberto José Alves. “Esse é o caso da relação com o Cref6-MG. Espero que essa parceria cresça cada vez mais. Agora é com a Educação Física, mas também pode ser com outras áreas e profissionais que queiram somar na preocupação com a saúde e, inclusive, na formação, como com os cursos que serão ofertados”, acrescentou.

“Trabalhos muito com cursos a distância e telemedicina. Já fizemos também para outros profissionais não médicos, mas agora é um público muito específico. Por isso é uma parceria muito interessante para o Cetes, já que será um novo desafio trabalhar com um público novo”, acreditou Rosália. “Crescemos muito com essa experiência, aprendendo a produzir cursos mais adequados para cada grupo. E é uma oportunidade para a Faculdade de Medicina ofertar, cada vez mais, conteúdo de qualidade aos profissionais da área da saúde”, completou.

Marco na formação do profissional de Educação Física

Segundo o presidente do Cref6/MG, Claudio Augusto Boschi, quando foi implantada a Educação Física como profissão no Brasil, ela esteve associada à área de licenciatura e só anos depois surgiu a área de esporte, o que tem muito destaque no país. No final dos anos 1990, o Conselho Nacional de Saúde inclui a especialidade como um profissional da área da saúde, mas a formação não acompanhou a mudança devidamente. “Dessa forma, o convênio do Cref6-MG e da Faculdade de Medicina da UFMG, antes com o Nescon e agora com o Cetes, é altamente significativo. Pois, ainda que a formação profissional não seja um princípio do Conselho, temos a capacitação como preocupação e uma função auxiliar”, destacou.

Claudio Augusto Boschi, presidente da Cref6-MG. Foto: Carol Morena

“Isso, inclusive, porque na área de Educação Física, no Brasil como um todo, não temos a formação como profissional de saúde. Há apenas algumas pinceladas dessa formação em alguns programas específicos”, relatou Boschi. De acordo com ele, essa atualização é importante para a atuação do profissional em questão nas ações de saúde tanto de promoção, prevenção ou de reabilitação, mas principalmente nessa segunda questão.

“O comum é que esse profissional seja treinado na visão da musculação geral, o que é muito importante, mas e a musculação para o cardíaco, para pessoas com problemas respiratórios ou outras segmentações? É isso que os cursos irão possibilitar, além da área da saúde da família em que esse profissional deve ter uma presença acentuada, mas não tem uma formação específica para isso”, ressaltou. “É preciso ter essa formação até para que o profissional de Educação Física possa reivindicar sua atuação na área”, concluiu.

Os cursos serão ofertados pela plataforma do Cetes, mas as inscrições e gestão das matrículas serão de responsabilidade do próprio Conselho. Cada pessoa poderá realizar um ou mais cursos, todos com emissão de certificado.