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Monkeypox: saiba como se prevenir

Doença viral já atinge diversos países, inclusive o Brasil; especialista convidada do “Saúde com Ciência” explica as principais dúvidas sobre o distúrbio


18 de julho de 2022 - , , , ,


A monkeypox, mais conhecida como “varíola dos macacos”, tem deixado a população mundial em alerta. O vírus causador da doença já contaminou 7.892 pessoas em todo o planeta entre 1º de janeiro e 7 de julho de 2022, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS). No Brasil, não é diferente. Até o momento, o total de casos positivos no país já passa de 200.

Devido ao aumento no número de contaminados, é necessário redobrar a atenção para evitar o contágio da doença, que pode acontecer por meio do contato com gotículas de saliva de pessoas infectadas ou até mesmo com as lesões que aparecem na pele.

Segundo a professora do Departamento de Microbiologia do Instituto de Ciências Biológicas da UFMG e convidada do podcast “Saúde com Ciência” desta semana, Giliane Trindade, cada lesão pode ter até 10 milhões de partículas virais.

“O vírus também pode ser adquirido a partir do contato com objetos, por exemplo, roupas de cama; toalhas de banho; onde essas pessoas [contaminadas] deitam, sentam, encostam; nos utensílios domésticos”, exemplifica a especialista. É importante ressaltar que o monkeypox vírus, causador da doença, também pode ser transmitido pelo contato sexual.

Os sintomas da monkeypox começam com a manifestação de sinais inespecíficos, como febre, dor no corpo, prostração e mal-estar generalizado, com duração de 3 a 4 dias. Em seguida, o paciente começa a apresentar lesões na pele, que podem levar de 3 a 4 semanas para cicatrizar.

Como se prevenir?

Ainda não existe vacina para prevenir a doença. Mas a professora acredita que as pessoas já imunizadas contra a varíola humana possuem proteção contra a monkeypox. Isso porque o imunizante age contra os microrganismos pertencentes ao mesmo gênero do vírus da doença erradicada, como é o caso do agente causador da chamada “varíola dos macacos”.

“Não sabemos quanto de imunidade essas pessoas guardam. Mas elas teriam uma proteção, que não sabemos se evitaria a infecção ou atuaria para o desenvolvimento de uma infecção mais branda”, afirma Giliane Trindade.

A varíola humana foi considerada erradicada em todo o mundo no dia 8 de maio de 1980. No Brasil, a vacina contra a doença parou de ser aplicada em 1978.

Para se prevenir do distúrbio, é necessário redobrar os cuidados no dia a dia, como lavar as mãos constantemente. O uso de máscaras também é um fator importante para evitar a contaminação, já que o contágio pode acontecer pelas vias respiratórias.

A professora também ressalta que se informar sobre a doença é essencial, já que auxilia a população a reconhecer os sintomas e a procurar o atendimento médico.

“O quanto antes o paciente procurar a assistência médica e se ele tiver um diagnóstico positivo para a monkeypox, nós conseguimos atuar no sentido de isolá-lo e de tentar interromper a cadeia de transmissão”, conclui.

Saúde com Ciência

O programa de rádio e podcast Saúde com Ciência desta semana explica mais sobre como a doença surgiu, quais as formas de contágio e de prevenção.

Saúde com Ciência é produzido pelo Centro de Comunicação Social da Faculdade de Medicina da UFMG e tem a proposta de informar e tirar dúvidas da população sobre temas da saúde. Ouça na Rádio UFMG Educativa (104,5 FM) de segunda a sexta-feira, às 5h, 8h e 18h. Também é possível ouvir o programa pelo serviço de streaming Spotify.