Tecnologia desenvolvida na UFMG que identifica prematuros chega ao SUS
16 de março de 2026
Os primeiros momentos de vida de um bebê prematuro agora contam com uma inovação desenvolvida na UFMG que garante um melhor diagnóstico, principalmente em áreas remotas e de difícil acesso. O Ministério da Saúde incorporou ao SUS, a partir da validação pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias (Conitec), um equipamento desenvolvido por pesquisadores da Faculdade de Medicina da UFMG capaz de avaliar a idade gestacional e a maturidade a pulmonar de recém-nascidos a partir da pele neonatal.
A portaria que oficializa a incorporação foi publicada na última quarta-feira (11 de março) e o Ministério da Saúde tem 180 dias para começar a entregar os primeiros dispositivos à rede de atendimento.
O dispositivo denominado PreemieTest é utilizado logo após o nascimento e funciona por meio de uma luz aplicada no pé do bebê, que analisa as propriedades da pele. Em poucos segundos, o exame fornece informações que apoiam decisões clínicas precoces, como a necessidade de suporte respiratório ou internação em terapia neonatal.
“Ao investir em tecnologias 100% nacionais, o SUS não apenas fortalece a soberania científica do país, mas garante que, do grande centro urbano às comunidades indígenas, os pequenos brasileiros recebam mais cuidados à vida com agilidade, logo no nascimento”, destacou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.
A professora da Faculdade de Medicina da UFMG, Zilma Reis, explica que descobrir a idade gestacional muitas vezes é o primeiro passo para salvar o recém-nascido de uma grave complicação, a Síndrome do Desconforto Respiratório (SDR). “Essa tecnologia que desenvolvemos independe da experiência do examinador, ou se ele é médico ou não. Ela é capaz de estimar a idade gestacional em segundos. Para nós é um grande orgulho, uma honra desenvolver uma tecnologia que chega ao mercado e ao SUS. Esperamos que ela salve muitas vidas”, afirma.
Leia a matéria completa no site da Faculdade de Medicina da UFMG.