Tireóide não é vilã da obesidade, orienta programa


28 de julho de 2010


Os problemas na glândula tireóide podem acontecer por diversos motivos. Segundo a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM), cerca de 10% das mulheres com mais de 40 anos de idade, e 20% das com mais de 60 anos, têm algum problema na tireóide.

Ao contrário do que muita gente pensa, quando ocorrem, os distúrbios tireoidianos são responsáveis apenas por pequeno ganho de peso. Para controlar o problemas, hábitos de vida saudáveis precisam ser adotados.

E são ‘elas’ também quem apresentam maior índice de casos de câncer de tireóide. Três vezes mais, especialmente em mulheres entre 25 e 65 anos.

Dez por cento da população adulta tem nódulos tireoidianos, garante a SBEM. Uma boa notícia é que quase 90% desses nódulos são benignos. Ou seja, não fazem mal à saúde.

Na semana de 2 a 6 de agosto o programa de rádio Saúde com Ciência, da Faculdade de Medicina da UFMG, vai analisar e orientar sobre essas e outras questões relacionadas a esta glândula que fica próxima ao pescoço e tem forma de borboleta. Importantíssima para o nosso organismo. É ela que regula o nosso crescimento, a digestão e o metabolismo.

As endocrinologistas Maria de Fátima Haueisen Sander Diniz e Anelise Impelizieri Nogueira, professoras do Departamento de Clínica Médica (CLM), as entrevistadas da série, também esclarecem tabus. Dentre eles, que os problemas na tireóide não são os responsáveis pela obesidade, como muita gente acredita. Quando muito, levam a um pequeno aumento de peso. Por outro lado, os remédios para emagrecer, que contêm hormônio tireoidiano, são apontados como uma das causas para o aparecimento de doenças no órgão.

Falam sobre doenças, como o hipotireoidismo, a mais comum da tireóide, que atinge 3% dos homens e 15% das mulheres com mais de 45 anos. Em recém-nascidos o hipotireoidismo pode ser descoberto pelo Teste do Pezinho. Já sobre o hipertireoidismo, um dos distúrbios mais conhecidos, elas afirmam que existe tratamento e é possível controlá-lo.

No mais, o programa alerta que todo mundo, especialmente quem tem doença da tireóide, precisa manter alimentação balanceada e praticar exercícios físicos regularmente. E se for o caso de emagrecer, então, essa é a melhor alternativa, garantem as especialistas.

Com apoio da Casu e do CNPq, o programa é veiculado em 20 estações conveniadas, dentre elas a Rádio UFMG Educativa (104,5 FM), de 2ª a 6ª, às 5h, 8h e 18h. Outras séries anteriores podem ser ouvidas na página www.medicina.ufmg.br/radio. O programa também mantém perfil no twitter.com.br/saudecomciencia.

PROGRAMAÇÃO DA SEMANA
“Tireóide”

Segunda-feira (02/08/2010)
Conheça a tireoide

Entrevistada: Dra. Maria de Fátima Sander Diniz – endocrinologista, professora do Departamento de Clínica Médica da Faculdade de Medicina da UFMG

Terça-feira (03/08/2010)
Hipotireoidismo

Entrevistada: Dra. Maria de Fátima Sander Diniz – endocrinologista, professora do Departamento de Clínica Médica da Faculdade de Medicina da UFMG

Quarta-feira (04/08/2010)
Problemas na tireoide durante a gravidez

Entrevistada: Dra. Maria de Fátima Sander Diniz – endocrinologista, professora do Departamento de Clínica Médica da Faculdade de Medicina da UFMG

Quinta-feira (05/08/2010)
Hipertireoidismo

Entrevistadas:
Dra. Maria de Fátima Sander Diniz – endocrinologista, professora do Departamento de Clínica Médica da Faculdade de Medicina da UFMG
Dra. Anelise Impelizieri Nogueira – endocrinologista, chefe do Departamento de Clínica Médica da Faculdade de Medicina da UFMG

Sexta-feira (06/08/2010)
Problemas na tireoide e obesidade

Entrevistadas:
Dra. Maria de Fátima Sander Diniz – endocrinologista, professora do Departamento de Clínica Médica da Faculdade de Medicina da UFMG
Dra. Anelise Impelizieri Nogueira – endocrinologista, chefe do Departamento de Clínica Médica da Faculdade de Medicina da UFMG