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Seja bem-vindo ao portal Trajetória Docente!

As resoluções aprovadas nos últimos anos reafirmam nosso compromisso com uma carreira acadêmica flexível, diversa e gratificante, em que o cumprimento da missão institucional se dá por meio do trabalho coletivo e colaborativo.

Aqui, você encontrará diretrizes para um percurso profissional seguro e motivador. Leia com atenção e consulte os documentos oficiais. 

Além disso, você pode conferir carreiras possíveis por meio de exemplos práticos e um banco de memoriais de nossos professores titulares, que podem servir de inspiração.

Boa trajetória!

 

De probatório a adjunto!

Maria é infectologista e ama ensinar e pesquisar. Após cinco anos de Residência Médica, dois anos de Mestrado e quatro anos de Doutorado,  passou no concurso para professora na Faculdade de Medicina da UFMG.

José é cirurgião e ama estar com residentes no bloco cirúrgico. Após cinco anos de Residência Médica e dois anos de Mestrado, passou no concurso para professor no mesmo ano que Maria.

Maria foi admitida para o regime de Dedicação Exclusiva (DE) porque deseja focar integralmente no ensino, na pesquisa e na extensão. 

Enquanto José ingressou como professor no regime T-40 (40h sem Dedicação Exclusiva), o que lhe permite manter sua prática clínica em hospitais de Belo Horizonte, fora do horário institucional em que se dedica à docência universitária.

Ambos iniciam o Estágio Probatório, um período de três anos para avaliar sua aptidão e compromisso, contando com o apoio de Tutores, colegas docentes mais experientes que lhe apresentam os caminhos da vida acadêmica.

José organizou seu tempo de acordo com os critérios de flexibilização de jornada semanal de trabalho para conciliar seus plantões e cirurgias externas com os encargos didáticos na graduação e as outras atividades e responsabilidades que lhe foram atribuídas pela sua chefia, enquanto Maria concentrou seus esforços para inovar metodologias de avaliação e na produção intelectual.

Ao completarem o Estágio Probatório, ambos foram aprovados, com base no Sistema de Avaliação de Desempenho Docente (SIADD),, para validar suas atividades de forma transparente, e conquistaram sua primeira progressão funcional da Classe A, Professor Assistente, para Classe B, Professor Adjunto. José recebeu um fator de correção de 1,2 nos eixos de Produção Intelectual e Outras Atividades da planilha IADD, uma vez que é T-40.

De adjunto a associado

Ao se tornarem professores adjuntos, Maria e José estavam atentos ao que era esperado deles em suas atividades, conheciam o SIADD e as normas de organização do trabalho docente e sabiam que suas trajetórias eram diversas e complementares, ambas valorizadas pela instituição.

Enquanto José priorizava sua atuação na integração entre Graduação e Residência no Hospital das Clínicas, Maria consolidou sua liderança em inovações no ensino e na pesquisa.

No seu quinto ano como docente, Maria entrou em licença-maternidade e se afastou de suas atividades acadêmicas.

José conseguiu realizar seu Doutorado e obteve um período de afastamento no exterior autorizado por seu Departamento.

Após 10 anos como Professores Adjuntos, sendo 24 meses no nível 4, Maria e José se apresentaram para a sua segunda promoção para a Classe C (Professor Associado). Nesse processo, ambos indicaram quatro biênios a serem avaliados, garantindo que sua produtividade fosse analisada de forma justa e contextualizada aos seus afastamentos legais.

De associado a titular

Como Associados, Maria se destacou na reforma curricular do curso e coordenação de pesquisa de grande relevância social, com colaboração em rede nacional e José assumiu a direção do Hospital das Clínicas, entre outras atividades.

Após o interstício de pelo menos 24 meses no nível 4 como Associados e avaliações de desempenho  aprovadas, eles pleitearam a promoção para Classe D (Professor Titular). Para isso, elaboraram um Memorial crítico.

Maria destacou suas ações transformadoras no ensino médico e sua produção científica. José destacou suas ações de assistência e gestão acadêmica. Eles foram aprovados por uma comissão justa, com participação de membros externos à UFMG, que reconheceram a atuação relevante e abrangente, o compromisso com a instituição, a autonomia, a liderança e a criatividade na vida acadêmica.

Eles alcançaram a promoção para Titular com carreiras distintas entre si e flexíveis. Cada um, à sua maneira, ajudou a UFMG a cumprir sua missão institucional. 

Como Professores Titulares, eles ainda terão muito a contribuir, inspirando e apoiando a nova geração que se aproxima.

Organização do trabalho docente

Sistema Integrado de Avaliação de Desempenho Docente

A avaliação de desempenho docente é um elemento fundamental para a valorização e motivação do professor, indo além da simples fiscalização para se tornar um motor de engajamento e produtividade. Baseado em princípios como justiça, transparência e objetividade, o processo busca reconhecer a pluralidade da atuação acadêmica — que engloba ensino, pesquisa, extensão e gestão — respeitando as diferentes trajetórias e ritmos de cada profissional dentro da universidade pública.

O modelo proposto foca no caráter formativo e reflexivo, utilizando a autoavaliação e o Sistema Integrado de Avaliação de Desempenho Docente (SIADD) para alinhar o crescimento individual aos objetivos institucionais da UFMG. Dessa forma, espera-se que o docente desenvolva uma carreira consistente e ética, pautada no compromisso social e na produção de conhecimento, enquanto a instituição garante um sistema de acompanhamento cuidadoso que abrange desde o estágio probatório até a promoção ao cargo de Titular.

Repositório de memoriais

Conheça trajetórias reais de nossos professores Titulares:

Antonio da Matta-Machado

Cristina Alvim

Fernando Reis

Resoluções na íntegra

Resolução 01/2026 da Congregação da Faculdade de Medicina da UFMG, que dispõe sobre a organização do trabalho docente

Resolução 02/2026 da Congregação da Faculdade de Medicina da UFMG, que dispõe sobre os SIADD.

Resolução Complementar nº 04/2024, do Conselho Universitário da UFMG, que dispõe sobre regimes de trabalho do corpo docente, matriz de regime de trabalho, perfil de referência, atividades docentes, concessão de vaga, reversão de classe e alteração de regime de trabalho.

Resolução Complementar nº 06/2025, de 16 de setembro de 2025, do Conselho Universitário da UFMG, que dispõe sobre a avaliação anual de desempenho dos docentes.

Lei nº 15.141/2025, em seu Capítulo XXIII – Do Plano de Carreiras e Cargos de e Cargos de Magistério Federal – Mudança na denominação das classes da carreira docente em 2025.