Prontuário eletrônico e a ponte entre Saúde e Tecnologia da Informação


04 de setembro de 2014


Para Thais Maia (SES-MG), a tecnologia deve possibilitar a continuidade do cuidado.

Para Thais Maia (SES-MG), a tecnologia deve possibilitar a continuidade do cuidado.

“Onde é que vamos chegar com tanta tecnologia?”. A pergunta deu início à apresentação do pesquisador do Centro de Informação em Saúde da Faculdade de Medicina da UFMG, Marcelo Rodrigues dos Santos, na mesa-redonda “Sistemas de informação em saúde: Desafios do prontuário eletrônico” na manhã de hoje, 4 de setembro.

O pesquisador pautou a tecnologia integrada à área da Saúde e as formas em que deve ser utilizada para continuidade do cuidado. “Apenas a tecnologia não basta. Há uma necessidade de se estruturar, se pensar em como tirar benefícios desses avanços tecnológicos”, reiterou.

O ponto principal do debate foi levar ao público o conhecimento do termo “interoperabilidade”, que trata do câmbio de informações entre sistemas, facilitando a continuidade do cuidado ao paciente. Ainda segundo Marcelo, a interoperabilidade envolve a manutenção de autonomias próprias dos sistemas que trocam informações. “Quando eu interopero, permito que sistemas mantenham suas próprias funcionalidades, atuando como se fossem sistemas isolados, mas trocando informações, possibilitando a unificação da informação”, esclareceu.

Thais Maia, gerente de Projetos da Tecnologia da Informação para Atenção Primária à Saúde da Secretaria de Estado da Saúde de Minas Gerais (SES-MG), explicou as diversas formas tecnológicas, de prontuários aos registros eletrônicos, que podem integrar a rede de Saúde no estado, explicando a utilização desses sistemas. “A ideia não é que esse sistema seja um depósito com informações de todos os prontuários, mas que tenha dados relevantes para a continuidade do cuidado”, concluiu.

O gerente de operações da empresa Vivver Sistemas, Rodrigo Queiroga, abordou a segurança da informação, fragilizada em meio ao sistema de interoperabilidade. “A padronização dessas informações é essencial para que possamos ter controle sobre elas. Mesmo com um aparato de segurança, o paciente não quer que suas informações sejam divulgadas, e a garantia da continuidade ao cuidado também é um desafio. Nossa meta é a participação direta entre os profissionais de Saúde e os de Tecnologia da Informação”, apontou.

A mesa foi presidida pelo coordenador do Núcleo de Tecnologias da Informação do Hospital das Clínicas da UFMG, Estevão Lemos Barbosa.

3º Congresso
A programação do 3º Congresso Nacional da Saúde da Faculdade de Medicina da UFMG reúne sete conferências, mais de 10 palestras e 40 mesas-redondas em torno do tema “Cenários da Saúde na Contemporaneidade”.

O Congresso vai até 5 de setembro, com atividades de 8h às 18h, diariamente, divididas em oito eixos temáticos. O Congresso conta ainda com programação cultural, com exibição de filmes, exposições, lançamento de livros e apresentações ao longo da programação.

A Secretaria executiva do 3º Congresso Nacional da Faculdade de Medicina da UFMG atende na sala Oswaldo Costa, 21, térreo da Unidade.

Acesse a programação completa.

Acesse a página eletrônica do 3º Congresso Nacional de Saúde.

Mais informações: 3409 9105 ou 3409 8055, ou ainda pelo e-mail 3congresso@medicina.ufmg.br

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