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Cartilha orienta pessoas com esclerose sistêmica sobre exercícios e cuidados com as mãos

Dicas ajudam a minimizar o comprometimento de movimentos causado pela doença


09 de junho de 2021 - , , , ,


O projeto de extensão “Grupo de orientação a pacientes com esclerose sistêmica“, da Faculdade de Medicina da UFMG, desenvolveu uma cartilha com orientação sobre exercícios e cuidados com as mãos, para prevenir e amenizar a perda da capacidade de alguns movimentos e o enfraquecimento das mãos. O material pode ser acessado clicando aqui e é voltado a todas as pessoas com esclerose sistêmica. 

“O objetivo é passar orientações sobre a prática de atividades físicas e exercícios simples e leves, que podem ser realizados por pessoas com esclerose sistêmica, ou mesmo outros reumatismos. Isso é muito importante, pois melhora a saúde em geral, a função das partes do corpo e a qualidade de vida dessas pessoas”

Débora Cerqueira Calderaro, professora do Departamento do Aparelho Locomotor da Faculdade de Medicina e coordenadora do projeto.
Imagem retirada da cartilha com alguns exemplos de exercicios para pessoas com esclerose sistêmica.

A professora lembra que essa não é a primeira cartilha feita pelo projeto e que essa produção de materiais educacionais, divulgados online e em formato impresso para os pacientes, é uma das ações propostas pelo grupo.

Uma outra produção, por  exemplo, foi a cartilha “Orientações da Terapia Ocupacional para pessoas com esclerose sistêmica”.  “A partir dela notamos vários acessos e interações com boa aceitação dos pacientes, além da demanda deles por novos materiais com orientações. O alcance incluiu pacientes do Hospital das Clínicas e outras pessoas, como familiares e pacientes de outras instituições, o que motivou a produção e a disseminação online de mais materiais. Por isso a ideia e a concepção da nova cartilha”, comenta Débora.

O QUE É ESCLEROSE SISTÊMICA? É uma doença autoimune, inflamatória e crônica que acomete a pele e pequenos vasos sanguíneos e articulações, com possibilidade de evoluir para fibrose e comprometimento de órgãos internos. Estima-se uma incidência de 0,6 a 19 casos por ano para milhão de habitantes no Brasil, com uma frequência 4-9 vezes maior em mulheres e pico de incidência entre 30 e 50 anos

Esse projeto de extensão conta com uma equipe multiprofissional, que envolve docentes e discentes da Faculdade de Medicina e da Faculdade de Terapia Ocupacional, além do Serviço de Reumatologia do Hospital das Clínicas (HC) da UFMG. De acordo com a coordenadora, também há colaboração de profissionais da Fisioterapia, Odontologia e Fonoaudiologia na proposta de produção de mais uma cartilha, desta vez voltada para alterações e cuidados com a boca.

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