Labirintite: conheça causas e prevenção

Saúde com Ciência reapresenta série sobre as funções do sistema auditivo na captação de sons e controle do equilíbrio do corpo


03 de novembro de 2017


Saúde com Ciência reapresenta série sobre as funções do sistema auditivo na captação de sons e controle do equilíbrio do corpo

A função do sistema auditivo para o ser humano vai além da captação de sons. Na sua parte interna, o ouvido, está localizado em formato de “caracol” o labirinto, que também é responsável pela noção de equilíbrio do corpo. Ao ser acometido, é comum que o indivíduo sinta uma tontura rotatória, a chamada vertigem. Esse é o principal sintoma da vestibulopatia, conhecida popularmente como labirintite, uma das diversas doenças que podem afetar o labirinto.

A professora do Departamento de Otorrinolaringologia da Faculdade de Medicina da UFMG, Denise Utsch, afirma que as causas da manifestação clínica do quadro variam de acordo com a faixa etária. “Nos indivíduos mais jovens, as causas estão relacionadas a infecções por vírus. Nas pessoas mais velhas, está ligada a uma disfunção do metabolismo de cálcio”, compara.

Essa última manifestação é comumente associada ao desenvolvimento da osteoporose, já que o labirinto é constituído por um tecido ósseo e outro membranoso. Nesses casos, a labirintite costuma se manifestar com uma “vertigem de posição”, que dura cerca de um minuto e acontece, por exemplo, quando a pessoa se mantém deitada. “Nesse grupo, o tratamento será por meio de uma reabilitação vestibular, além de cuidados com a dieta e o tratamento da osteoporose. Já em um paciente jovem, é recomendado o uso de medicamento antiviral”, explica Denise Utsch.

Foto: Reprodução | Internet

Para prevenir tais ocorrências, é importante que as pessoas pratiquem exercícios regularmente ou façam atividades que requerem movimentos constantes, como dança e ioga. “É fundamental que a pessoa se movimente, pois o labirinto funciona bem quando estamos nos movimentando. Se ele é menos estimulado, isso é um fator de risco para que possa apresentar problemas”, conclui a professora.

Cuidados higiênicos

Os cuidados com a orelha vão além da prática de exercícios para prevenir a labirintite e outras consequências. O professor do Departamento de Otorrinolaringologia da Faculdade, Paulo Fernando Crosara, traz orientações para uma boa higiene do local: “No banho, lavar com água e sabão e, ao terminar, secar a região com a toalha ou um chumaço de algodão seco, colocando-o na ‘concha’, onde ele irá absorver o excesso de líquido”.

Crosara também alerta para algumas atitudes que devem ser evitadas no momento de limpar a orelha, principalmente ao manusear o cotonete. O objeto, apesar de ter como função retirar o excesso de cera do órgão, pode oferecer alguns riscos ao bom funcionamento do mesmo, causando, por exemplo, inflamações. “O cotonete roça na pele, faz uma descamação e comete pequenas lesões. Como tem bactérias, elas penetram no tecido da pele e causam as inflamações”, diz. A produção de cera no ouvido é normal, mas deve ser observada por um especialista da área em caso de acúmulo excessivo.

Sobre o programa de rádio

Saúde com Ciência é produzido pelo Centro de Comunicação Social da Faculdade de Medicina da UFMG e tem a proposta de informar e tirar dúvidas da população sobre temas da saúde. Ouça na Rádio UFMG Educativa (104,5 FM) de segunda a sexta-feira, às 5h, 8h e 18h.

O programa também é veiculado em outras 187 emissoras de rádio, distribuídas por todas as macrorregiões de Minas Gerais e nos seguintes estados: Alagoas, Amazonas, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe, Tocantins e Massachusetts, nos Estados Unidos.