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Seminário discutirá racismo, educação superior e Medicina

Evento é promovido pelo Departamento de Medicina Preventiva e Social da Faculdade de Medicina da UFMG, Geni e Liasc.


03 de novembro de 2020 - , , , , ,


O Departamento de Medicina Preventiva e Social (MPS) da Faculdade de Medicina da UFMG promove o seminário virtual “Racismo, Educação Superior e Medicina”. Evento será transmitido pelo canal do Youtube da Faculdade na próxima sexta-feira, 6 de novembro, às 9h. Além do MPS, o Grupo de Estudos de Negritude e Interseccionalidades (Geni – formado por estudantes negros do Campus Saúde da UFMG) e a Liga Acadêmica de Saúde Coletiva da UFMG (Liasc) promovem a ação.

Participarão do debate a cientista política Danielle Araújo (investigadora em pós-doutoramento no projeto POLITICS e integrante da Coletiva Corpos Insubmissos e do Núcleo Antirracista de Coimbra), o historiador Tiago Heliodoro Nascimento (mestre e doutorando em Antropologia) e os integrantes do Geni e graduandos em Medicina Jaqueline Almeida Santos e Gabriel Carmo.

O seminário busca gerar um espaço de reflexão crítica sobre as diversas formas que o racismo permeia a educação superior e a Medicina. Também busca promover debates sobre experiências de enfrentamento do racismo nas instituições de ensino superior e seus desafios, particularmente nas escolas de Medicina. “Cabe dizer que o seminário surgiu no contexto de conflitos gerados pela indicação de material de ensino com conteúdo considerado racista por alunos e docentes. Pretende-se gerar um debate ampliado sobre o assunto para servir como oportunidade de discussão crítica e formativa”, aponta a professora do MPS e uma das organizadoras do evento, Elis Borde.

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Assista:

Questão estrutural

As lutas por igualdade racial que ressurgiram em 2020 no mundo inteiro têm evidenciado as dimensões das violências e contradições do racismo que estruturam as sociedades. “Em 2020 gerou-se um debate coletivo em muitas partes do mundo que mostrou que a luta contra o racismo deve ser assumida pela sociedade como um todo, não somente um ‘problema’ das pessoas negras. É muito importante reconhecer como o racismo estrutura a sociedade brasileira, por exemplo, permeia diferentes âmbitos da vida social. Isso inclui o ensino superior e também a Medicina, que são o foco do seminário que organizamos”, relata a professora.

Mesmo com o avanço de ações afirmativas nas universidades, que contribuem para a promoção da igualdade étnico-racial e o enfrentamento da questão, o racismo continua impactando as instituições de ensino superior. “Isso se expressa na participação reduzida de indígenas e negros no quadro de estudantes, professores, autoridades e servidores, por meio de preconceitos e desqualificação, mas também pelo silenciamento da questão racial nos currículos, com importantes implicações para o cuidado em saúde e uma formação humanista, crítica, reflexiva e ética”, comenta a professora.

Na Faculdade de Medicina da UFMG está sendo consolidada uma Comissão Permanente de Enfrentamento ao Racismo com participação de discentes, docentes e técnico-administrativos. Foi criada a disciplina “Saúde da população negra e dos imigrantes no Brasil”, suspensa temporariamente devido à pandemia de covid-19.


Seminário virtual “Racismo, Educação Superior e Medicina”
Quando: dia 6 de novembro, às 9h
OndeYoutube da Faculdade de Medicina da UFMG
Inscriçõeshttp://bit.ly/seminarioracismoemedicina