Atividade física ajuda no equilíbrio

Publicado em Pessoas
20 de junho de 2007

Giselle Saporetti

Continuam abertas as inscrições para a distribuição de sessenta bolsas para funcionários da Faculdade de Medicina, interessados em se matricular gratuitamente em uma das atividades físicas oferecidas pelo Laboratório do Movimento do Campus Saúde. Podem se inscrever funcionários contratados e efetivos. As aulas vão de agosto a dezembro.

Informe Medicina conversou com a Gerente do Laboratório do Movimento, Giselle Saporetti, professora de Educação Física, sobre a importância da atividade física para o bem-estar das pessoas. Ela fala também do funcionamento do Laboratório, auto-sustentável, que também realiza vários projetos sociais. Confira.

Informe Medicina: Como surgiu a iniciativa de se distribuir essas sessenta bolsas para os funcionários da Medicina?
Gisele Saporetti: De uma parceria entre a Pró-reitoria de Recursos Humanos da UFMG com a Seção de Recursos Humanos da Faculdade de Medicina. Elas se destinam a várias atividades, como musculação, condicionamento físico, relaxamento, alongamento, yoga e ginástica localizada.

Estamos propondo também um grupo de discussão em saúde, para pessoas que ainda não gostam de atividade física, mas que a informação pode servir como fator motivador ou para outros aspectos da vida, de uma forma geral.  Essas bolsas são para as atividades que começam em 6 de agosto.

O processo de matrícula deverá se encerrar até 13 de julho. Podemos abrir novas turmas, novas modalidades, novos horários, mas precisamos saber qual a demanda dessas sessenta pessoas que vão vir para que a gente possa atender da melhor forma.

IM: Como é que o Laboratório do Movimento se organiza?
GS: Temos um corpo de professores formados em Educação Física. A coordenação técnica fica a cargo da professora Kátia Borges (Educação Física), e o professor Paulo Miranda (Medicina) é o coordenador administrativo. Temos também mais quatro professores, todos formados em Educação Física e vários estagiários, tanto da graduação quanto da pós-graduação em atividade física adaptada.

Mas nosso trabalho não se restringe à Educação Física. Também atendemos a projetos, de todas as áreas de Saúde. Trabalham aqui a Fonoaudiologia, a Fisioterapia, Terapia Ocupacional, Medicina, Enfermagem, Psicologia, Musicoterapia, e vários projetos, inclusive de mestrado e doutorado.

IM: E qual a importância da atividade física para uma jornada de trabalho mais saudável?
GS: Bom, o trabalho é um dos aspectos que compõem nosso dia-a-dia. É preciso pensar em qualidade de vida para o indivíduo, não apenas para o trabalho. Podemos esperar uma melhora no condicionamento físico geral: poder caminhar melhor, respirar melhor, fazer uma atividade ou um movimento sem grande esforço, como pegar alguma coisa debaixo da cama, por exemplo, debaixo do armário.

Fatores de estresse não faltam no dia-a-dia. O corpo vai recebendo essa carga emocional e psicológica, o que acaba por refletir no corpo, gradativamente. Então vejo essas atividades como busca de qualidade de vida para essas pessoas. E aí nos podemos pensar na jornada de trabalho [mais saudável] como uma conseqüência, mas não como prioritária. A pessoa vai sentir esse bem-estar em casa, com a família, e também no trabalho.

IM: Atualmente, quem pode freqüentar o Laboratório do Movimento?
GS: O Laboratório do Movimento é auto-sustentável, não recebe ajuda financeira nem tem parcerias. E somos abertos a todas as pessoas. Nós temos as atividades pagas, cerca de seis turmas, que sustentam todas as outras atividades sociais – tanto em Educação Física quanto em outras áreas. Outras seis ou sete atividades pagas sustentam cerca de trinta projetos sociais.

Como prioridade nós temos o atendimento ambulatorial – saúde mental, diabetes, hipertensão, obesidade, deficiência visual, mulheres mastectomizadas, etc. Como não existe incentivo financeiro para esses projetos, nós temos de dar um jeito. Então nós abrimos essas atividades pagas, que sustentam o Laboratório e ainda permitem um gancho com os estágios.

IM: E como participar? Quais os horários?
GS: O Laboratório fica aberto das 6h às 21h, para que as pessoas tenham bastante tempo para fazer as atividades. Mas, repito, nossas prioridades são o atendimento ambulatorial, além da ginástica direcionada para os trabalhadores do Campus Saúde, que muitas vezes, não tendo condições de sair, acabam ficando ociosos. Dentro da disponibilidade, trabalhamos novos horários.

Por isso é importante que os funcionários bolsistas se inscrevam até julho, para planejarmos os horários de forma a bem atender a todos.
Para mais informações: laboratoriodomovimento@medicina.ufmg.br

Leia mais: RH oferece bolsas para funcionários no Laboratório do Movimento (30 de maio)

Assessoria de Comunicação Social da Faculdade de Medicina da UFMG
Redação: Cedê Silva – Estudante de Jornalismo
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